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O PT ficar no isolamento é a tese que menos agrada ao ex-presidente Lula

O PT de Pernambuco está numa situação difícil para as eleições do próximo ano. Tem três alternativas pela frente, mas nenhuma delas atende às expectativas do partido no sentido de, a um só tempo, manter-se no campo da esquerda, diferenciar-se das forças políticas que apoiaram o impeachment de Dilma e garantir a eleição de pelo menos dois deputados federais. A primeira alternativa é o retorno à Frente Popular, que seria o desejo do ex-presidente Lula, com o senador Humberto Costa disputando a reeleição na chapa de Paulo Câmara. Ocorre que o PSB do governador votou pelo impedimento da ex-presidente. A segunda seria repetir a aliança com o PTB e apoiar o senador Armando Monteiro à sucessão estadual. Só que o PSDB e o DEM poderão estar nesse palanque e isto não convém aos petistas. Resta a alternativa da candidatura própria através da vereadora Marília Arraes, que se dispõe a encabeçar a chapa. No entanto, como esta última hipótese é a mais arriscada para o partido, que correria o risco de ficar no isolamento e não eleger ninguém à Câmara Federal, é a que menos agrada ao ex-presidente Lula.

A chapa dos sonhos

Tucano histórico, o prefeito de Gravatá, Joaquim Neto, já tem a chapa dos seus sonhos para as eleições de 2018. Bruno Araújo (PSDB) para governador, Fernando Filho (PMDB) para vice, Armando Monteiro Neto (PTB) e Mendonça Filho (DEM) para as duas vagas do Senado. Se esses quatro se entenderem, diz o prefeito, o governador Paulo Câmara não será reeleito.

Troca – O Governo do Estado já começou a demitir em Petrolina os afilhados políticos do prefeito Miguel Coelho, que está se desligando do PSB. O primeiro a ter a cabeça cortada foi Pedro Pereira Lima Neto, que dirigia a 8ª Ciretran. Ele foi substituído por Natan Santana Soares, indicado pelo deputado Lucas Ramos (PSB).

Comando – O PSB de Petrolina, que era presidido pelo prefeito Miguel Coelho, também trocou de mãos. O deputado Gonzaga Patriota voltou à presidência e ficará no cargo pelos próximos dois anos. Depois será substituído por Lucas Ramos.

Lisura – A pernambucana Maria Fernanda Coelho, ex-presidente da CEF e tia do deputado Daniel Coelho (PSDB), prestou depoimento à CPI da JBS sobre empréstimos concedidos a este grupo para expandir os seus negócio. Ela negou “interferência política” para a concessão desses empréstimos dizendo que eles são avaliados por um “comitê” composto por várias mãos.

Conflito – A divisão interna no PSDB de SP é muito mais grave que a do PSDB-PE. Aqui, o ministro Bruno Araújo e o ex-prefeito Elias Gomes estão brigando civilizadamente. Em SP, o prefeito João Doria chamou o ex-governador Alberto Goldman de “fracassado” e “inútil”.

Símbolo – O Palácio do Campo das Princesas é o símbolo do “poder estadual” e tem que estar protegido 24h contra a ação de vândalos. De uns tempos para cá, porém, em nome da “livre manifestação do pensamento”, permitem-se protestos até na calçada. Está errado. Em 2000, o então governador de SP, Mário Covas, bateu boca com manifestantes, permitindo que eles derrubassem o gradil do Palácio dos Bandeirantes.


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