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Governadores continuam a querer distância de Bolsonaro

INALDO SAMPAIO\

Coluna Fogo Cruzado – 03 de janeiro de 2019

Nenhum governador do Nordeste compareceu à posse do presidente Jair Bolsonaro

Nenhum dos governadores do Nordeste compareceu à posse do presidente Jair Bolsonaro. Alegaram que iriam tomar posse na mesma hora, e não tinham como estar em Brasília na mesma hora para assistir à cerimônia presidencial. Explica mas não convence. Porque poderiam muito bem antecipar a posse para o período da manhã como fez Eduardo Campos em 2006, 2010 e 2014 para assistir à posse dos ex-presidentes Lula e Dilma, respectivamente. Na realidade, eles estão querendo distância do presidente Bolsonaro, o que é uma atitude primária e burra, pois nenhum tem folga financeira para dar-se ao luxo de não precisar de ajuda do governo federal. Se foi combinado ou não, ainda não se sabe. Mas o fato de não terem comparecido, em bloco, pouco foi notado até pelos veículos de imprensa, que estavam mais preocupados com as celebridades internacionais. Porém, se tivessem marcado presença na solenidade, teriam chamado a atenção de quem estava lá, como chamou o presidente da Bolívia, Evo Morales, que ao ser convidado para a posse compareceu, apesar de ser considerado “socialista” pelo governo brasileiro. E “socialismo”, como é sabido, é algo que o novo presidente abomina, a julgar por suas palavras no discurso de posse dizendo que o Brasil começou ontem a “se libertar do socialismo”.  O “índio” boliviano praticou um gesto de civilidade política, os governadores do Nordeste, não!

Palavras e gestos

Do deputado estadual eleito, Marco Aurélio (PRTB), sobre a ausência de Paulo Câmara na posse de Bolsonaro “Uma ação ou um gesto vale mais que mil palavras. Em seu discurso de posse, o governador falou em desarmar os palanques e os espíritos, mas não foi à posse do novo presidente. Não me parece correto um governante dizer uma coisa e fazer o contrário”.

A troca – Luciano Bivar (PE), presidente nacional do PSL, garantiu ontem o apoio do partido (52 parlamentares) à reeleição de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara Federal. Em troca, pediu a 2ª vice-presidência e as presidências das Comissões de Justiça e de Finanças.

Fora do jogo – O PRB, partido dos deputados Sílvio Costa Filho e Ossesio Silva, havia prometido apoiar o deputado João Campos (PRB-GO) à presidência da Câmara, mas ontem mudou de ideia e resolveu ficar com Rodrigo Maia, que está a um passo da reeleição.

A força – Em seu discurso de posse, o governador João Doria (SP) ignorou os líderes tradicionais do partido (FHC, Serra, José Aníbal) e disse que o PSDB “vai estar sintonizado com o novo Brasil (Bolsonaro)”, provavelmente sob a presidência de Bruno Araújo (PE).

A presença – Vários deputados não eleitos foram vistos ontem, no Palácio das Princesas, na solenidade de posse dos novos secretários de Paulo Câmara, entre eles Odacy Amorim (PT), Laura Gomes (PSB), Zé Maurício (PP), Henrique Queiroz (PR) e Kaio Maniçoba (PROS).

O diálogo – Ex-presidente do Cremepe e do Simepe (Sindicato dos Médicos), o novo secretário estadual de saúde, André Longo, paraibano de Patos, leva uma grande vantagem sobre o seu antecessor Iran Costa: tem diálogo com a categoria. Antes, estava no comando do Sassepe.

As opções do senador Fernando Bezerra Coelho 

Ao lado do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, o senador Fernando Bezerra Coelho foi um dos poucos vitoriosos do processo eleitoral do ano passado no grupo oposicionista que perdeu a eleição para a Frente Popular, quando reelegeu Fernando Filho para a Câmara Federal e elegeu Antonio Coelho para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. Fernando tentou se cacifar para a disputa, mas acabou ficando de fora e apoiando Armando Monteiro.

O principal fator que o inviabilizou para a eleição foi o imbróglio jurídico envolvendo o MDB, que por uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, está parada até hoje a troca de comando do partido em Pernambuco. Apesar disso, a situação não foi de toda ruim, uma vez que já há um indicativo do diretório nacional proibindo a renovação do diretório estadual, o que certamente obrigará o ministro Lewandowski a tomar uma posição até julho deste ano.

Caso confirme o comando do partido em julho, o senador que já é filiado, poderá filiar o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, à sigla e naturalmente terá uma importante máquina partidária para pavimentar sua candidatura ao governo de Pernambuco em 2022, uma vez que a reeleição para o Senado enfrentando em tese o atual governador Paulo Câmara seria dificílima, devido o capital político obtido pelo governador nas eleições do ano passado.

Na hipótese de não conquistar o comando do MDB em julho, Fernando ainda tem uma opção bastante interessante. Na condição de senador, e tendo o filho prefeito de Petrolina, Fernando tem um ativo político importante para qualquer partido, e o caminho natural seria o DEM, pois os deputados Fernando Filho e Antonio Coelho já estão na legenda, e a entrada de um prefeito e de um senador garantiria força suficiente para convencer a executiva nacional do partido a proporcionar-lhe o comando no estado.

Um dos grandes empecilhos para o senador trilhar um caminho próprio rumo ao Palácio do Campo das Princesas foi não ter um partido para chamar de seu, mas agora as circunstâncias políticas e eleitorais lhe deram a possibilidade de ter pelo menos o comando de um partido importante, podendo até ficar com as duas siglas, DEM e MDB, na melhor das hipóteses, para pavimentar sua postulação ao governo de Pernambuco na sucessão de Paulo Câmara.

Mesa diretora – Já se comenta que a mesa diretora da Assembleia Legislativa de Pernambuco pode ser composta por Eriberto Medeiros na presidência, Diogo Moraes na primeira vice-presidência, Manoel Ferreira na segunda vice-presidência, Clodoaldo Magalhães ou Francismar Pontes na primeira-secretaria, Claudiano Filho na terceira vice-presidência, Alvaro Porto na segunda-secretaria, Antonio Coelho na terceira-secretaria e Aglailson Victor na quarta-secretaria.

Cobrança – O deputado estadual eleito Romero Albuquerque criticou o governador Paulo Câmara por não ter criado uma secretaria voltada para a defesa dos animais, que é a sua principal bandeira. Ele lembrou o caso do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que prontamente montou uma pasta para criar políticas públicas voltadas para os animais.

De ônibus – O primeiro ato público do governador Paulo Câmara após a sua posse será uma viagem com todo o secretariado para a cidade de Custódia. O governador e seus auxiliares viajarão de ônibus até a cidade para a assinatura de ordem de serviço para obras de abastecimento. A postura já mostra que o governador quer imprimir uma marca de mais trabalho e mais resultados para Pernambuco.

Igarassu – Esteve presente em Brasília, na posse do presidente Jair Bolsonaro uma das apostas do PSL para 2020 na região metropolitana do Recife, o ex-vereador Ernandes Bob, da cidade de Igarassu, que faz parte do grupo do deputado federal Luciano Bivar, viabilizando-se como futuro candidato a prefeito, na sucessão de Mario Ricardo.

Força – Aliado do presidente Jair Bolsonaro desde o primeiro momento, o pernambucano Gilson Machado Neto tem sido visto como um dos principsis interlocutores de Pernambuco com o presidente da República. Ele deverá cumprir papel fundamental na formação dos espaços federais no estado.

Suape – Caso se confirme Marcelo Barros para a presidência de Suape, será uma excelente escolha do governador Paulo Câmara. Marcelo já foi secretário de Recife, Ipojuca e da Fazenda do estado, portanto tem experiência de sobra para tocar um dos principais órgãos do estado que é o Porto de Suape.

Inocente quer saber – Quando o governador Paulo Câmara oficializará o segundo escalão?

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