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PACTO PELA VIDA É RESTABELECIDO E É APOSTA DE PAULO CÂMARA EM PE

Coluna Fogo Cruzado – 16 de janeiro de 2019

Criado em 2007 na primeira gestão de Eduardo Campos, o programa antiviolência Pacto pela Vida cumpriu as metas a que se propunha até a saída dele do governo: reduzir em 6%, ano a ano, o número de assassinatos em Pernambuco. A partir de 2015 o programa começou a desandar. Houve uma espécie de esgotamento, obrigando o Governo do Estado a rever sua concepção e os seus objetivos. Ele foi dado inclusive como “morto” por alguns estudiosos do assunto, mas o governador Paulo Câmara nunca deixou de acreditar no seu sucesso. O programa voltou a acertar o passo a partir de janeiro do ano passado e os números divulgados ontem são animaores: dezembro foi o 13º mês consecutivo de queda no número de assassinatos em Pernambuco, sendo que 2018 registrou uma diminuição de 23,2% no total de crimes de morte em relação ao ano anterior. A tendência de queda durante 12 meses é o que deixa otimista o governador, bem como o secretário de Defesa Social, Antonio de Pádua, principal responsável pela execução dessa política. Nada, porém, deixou o governo mais feliz que o índice de resolução dos crimes de morte verificados em Caruaru em 2018: 62%. Ou seja, de cada 100 homicídios praticados, 62 foram devidamente investigados e esclarecidos pela polícia, com a remessa dos inquéritos ao Ministério Público. O índice é 6 maior que a média do Estado.

O programa Pacto pela vida foi dado como morto em 2016 mas em 2018 ressuscitou

Recifense da gema

Bolsonaro escolheu um recifense da gema, da tradicional família pernambucana, para ser o porta-voz do Palácio do Planalto: o General de Divisão Otávio Santana do Rego Barros. Ele é “Valença” por parte de pai e “Rego Barros” por parte da mãe. O presidente não teve porta-voz durante a campanha e só concordou em ter um, agora, por insistência do General Heleno (GSI).

Sem rumo – O grupo interministerial designado pelo presidente da República para levantar as questões do Nordeste continua batendo cabeça dentro do governo. A reunião convocada por Onyx Lorenzoni (Casa Civil), anteontem, para tratar do tema, nem foto para os jornais rendeu.

A parceria – Reunião de ministros para tratar de assuntos do Nordeste tem que ter, necessariamente, a presença dos governadores da região, ainda mais quando se sabe que poucos dos 23 ministros a conhece. Aliás, muitos deles só viram o Nordeste através do mapa do Brasil.

A ruptura – É tão claro o desejo de Bolsonaro de realizar um governo de “ruptura” que até o líder governista na Câmara será um deputado de 1º mandato: Vitor Hugo (PSL-G0). Pode ser que dê muito certo, mas pode ser também que dê muito errado, se as velhas raposas não o engolirem.

O loteamento – O loteamento do 2º escalão de Paulo Câmara com as partidos aliados, neste 2º
Governo, foi infinitamente menor que no governo anterior. Mesmo assim, foram aquinhoados com nacos de poder o MDB, o PDT, o PP, o SD, o PT e o PCdoB. Além, claro, do PSB.

Os motivos – Foram várias as motivações da maioria dos eleitores brasileiros para eleger Bolsonaro (PSL) contra Haddad (PT): o antipetismo, o desejo de escolher um candidato novo, a torcida para ele “peitar” a Globo e a promessa de liberar a posse de armas, cumprida ontem.

 

Pacto Pela Vida é restabelecido por Paulo Câmara 

Ao assumir o governo em janeiro de 2015, Paulo Câmara tinha um enorme desafio no tocante à segurança pública que era restaurar o Pacto Pela Vida, que enfrentou descarrilamento das suas ações e resultados obtidos pelos governos Eduardo Campos. Foi no governo João Lyra Neto que o Pacto perdeu a efetividade e entregou ao seu sucessor números extremamente complexos.

Os dois primeiros anos do governo Paulo Câmara foram de muitos desafios frente ao Pacto Pela Vida, e os resultados custavam a aparecer, até que em 2017 somente no segundo semestre que o governo emplacou resultados que já poderiam ser comemorados, porém era fundamental uma sequência de resultados que pudessem ser perceptíveis pela população, e o ano de 2018 foi de sucessivas reduções, até que ontem foram anunciados os números do ano passado, e nada menos que uma queda de 23% em relação às ocorrências com CVLIs de 2017.

Os resultados não ocorreram gratuitamente, o governador Paulo Câmara chamou a responsabilidade para si, e investiu somente em 2018 o montante de  R$ 5,16 bilhões, equipando as polícias e aumentando seu efetivo. Evidente que muito ainda precisa ser feito, mas é indiscutível os avanços obtidos pelo governo de Pernambuco no enfrentamento à violência.

Em momentos como os que observamos no Ceará, os resultados conquistados por Pernambuco ficam cada vez mais relevantes, pois a segurança pública é um problema nacional que demanda muita responsabilidade, gestão, investimentos e resultados, e Pernambuco tem conseguido se destacar nos últimos anos do governo Paulo Câmara nesta área.

Visita – Candidato à reeleição, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, cumprirá agenda na capital pernambucana nesta quinta-feira. Além de uma visita ao governador Paulo Câmara no Palácio do Campo das Princesas, Rodrigo terá reunião com a bancada pernambucana na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Anfitrião – Muito próximo do presidente da Câmara dos Deputados, de quem é amigo pessoal, o deputado federal Fernando Monteiro será anfitrião da visita de Rodrigo Maia a Pernambuco. Durante o primeiro mandato, Fernando Monteiro construiu excelentes relações em Brasília que resultaram em muitas ações em prol de Pernambuco.

Sem novidades – Faltando pouco mais de quinze dias para a posse dos novos deputados e a eleição da mesa na Assembleia Legislativa de Pernambuco, não há nenhum indicativo de que haverá disputa pela presidência da Casa. O deputado Eriberto Medeiros está praticamente sacramentado no cargo, isso está sendo possível pela forma exitosas que tem conduzido a Casa.

Expectativa – Há uma grande movimentação entre deputados federais pernambucanos sobre a distribuição de órgãos federais no estado. CPRM, Chesf, SPU, IPHAN, Codevasf, Fundaj, Metrorec, etc, possuem cargos robustos que garantem a deputados abrigar aliados na estrutura federal facilitando o destravamento de ações voltadas para o estado.

Sumiço – Desde que foi reeleito para a Câmara dos Deputados com mais de 40 mil votos a menos do que em 2014, o deputado federal Daniel Coelho tomou um chá de sumiço, praticamente não aparecendo em nada relacionado a Jair Bolsonaro, a Paulo Câmara e ao seu mandato em si. Há quem diga que ele ficou decepcionado com a votação, uma vez que ele vinha numa ascensão política e desde 2016 começou a ficar em declínio.

Ricardo Costa – Ao terminar seu mandato no dia 31 de janeiro, o deputado estadual Ricardo Costa será aproveitado na equipe do governador Paulo Câmara. Além de ser um excelente parlamentar, Ricardo conquistou a confiança do governador devido a sua postura sempre leal e disposto a contribuir com o governo.

Inocente quer saber – Priscila Krause tem a preferência do governo para ser a líder da oposição?