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BOLSONARO, MORO E EQUIPE FOGEM DE COLETIVA EM DAVOS

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O presidente Jair Bolsonaro e três ministros cancelaram um pronunciamento que fariam nesta quarta no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça; segundo o assessor da Presidência Tiago Pereira Gonçalves, o cancelamento aconteceu devido o que ele e o governo consideram “abordagem antiprofissional da imprensa”; iniciativa é tomada em meio ao escândalo das milícias no Rio que ganhou destaque na imprensa nacional; nesta terça, a imprensa mundial já atestou o fracasso do discurso de Bolsonaro, que tinha 45 minutos, mas usou apenas 6. O cancelamento da entrevista coletiva que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e três de seus ministros – Paulo Guedes, Sérgio Moro e Ernesto Araújo – participariam nesta quarta-feira (23), em Davos, causou perplexidade; “Tudo preparado para coletiva da delegação brasileira que começaria agora. Imprensa nacional e internacional a postos. Ninguém veio”, escreveu Ana Clara Costa, da Veja; “Repórteres estrangeiros tentam compreender os motivos”, tuitou Idiana Tomazelli, da Agência Estado; para Vera Magalhães, cancelamento “se deveu a uma conjunção de fatores”. “Lamentável. Fugiu dos debates e agora foge dos jornalistas. Preferiu se esconder para não ser questionado sobre as relações do clã Bolsonaro com milicianos suspeitos de envolvimento com chacina e grupo de extermínio”, postou no Twitter o deputado federal eleito Marcelo Freixo, do PSOL do Rio, que coordenou, na Alerj, a CPI das Milícias. “Nunca antes na história desse país viu-se desgaste semelhante no entorno presidencial apenas 22 dias depois da posse. Ainda que a ala militar do governo venha a ser bem sucedida na estratégia de isolar o presidente e o governo dos vazamentos e revelações que aparecem diariamente, colocando Flávio em situação cada vez mais vexatória, vai ficar difícil blindar totalmente o próprio Bolsonaro”, diz a colunista Helena Chagas, integrante da rede de Jornalistas pela Democracia.