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Derrota do decreto do vice foi apenas um recado

Coluna Fogo Cruzado – 25 de fevereiro de 2019

A primeira derrota que o presidente Bolsonaro sofreu na Câmara Federal, a revogação do decreto assinado pelo vice, Hamilton Mourão, então interino na Presidência da República, dando poderes a ocupantes de cargos em comissão nos ministérios para classificar documentos oficiais como “secretos” ou “ultrasecretos”, já está sendo encarada na Câmara Federal como um “sinal” dado pelos parlamentares de que a reforma previdenciária só será aprovada se o presidente da República lhes oferecer o direito de indicar ocupantes para os cargos de segundo e terceiro escalões. Cumprindo uma de suas promessas de campanha, Bolsonaro não loteou os ministérios com partidos políticos, como fizeram os ex-presidentes FHC, Lula, Dilma Roussef e Michel Temer. Ele convidou três deputados federais do DEM e um do MDB para fazer parte do primeiro escalão, mas por livre e espontânea vontade, atendendo a pedido das corporações que eles representam. Mas as direções de seus partidos sequer foram consultadas sobre esses convites. No entanto, não flexibilizar esse ponto de vista em relação a cargos subalternos é caminhar para a ingovernabilidade. Em seu tratando do Nordeste, por exemplo, não existe disputa pelas direções do BNB, Chesf e Sudene porque esses órgãos não são mais “manipuláveis” como foram no passado. Mas é grande a competição entre parlamentares nordestinos pela diretoria da Codevasf. O Dnocs também saiu do rol das repartições públicas “disputáveis” porque está esvaziado e seu orçamento para este ano é curto. Mesmo assim, ou o presidente faz um gesto com os parlamentares governistas ou terá uma surpresa desagradável na votação da reforma da previdência e no pacote anticrime do ministro Sérgio Moro.

Não foi falta de experiência

Por decisão do desembargador Luiz Carlos Figueiredo, o bloco carnavalesco “A mulher da sobrinha”, o mais tradicional do carnaval de Catende, foi autorizado a desfilar, sábado, arrastando milhares de foliões. O juiz local havia mandado suspender todos os festejos carnavalescos enquanto o prefeito Josibias Cavalcanti (PSD) não colocasse o salário dos servidores em dia. Se o prefeito fosse um neófito na política, a culpa pelo caos que existe na cidade poderia ser debitada à sua falta de experiência. Mas é a terceira vez que ele governa a cidade.

Queda de matrículas

No programa “Oposição em ação” da Rádio Pólo FM de Santa Cruz do Capibaribe, sábado passado, o vereador Ernesto Maia (PT) criticou o tratamento que o prefeito Édson Vieira (PSDB) dispensa à educação. Ele disse que o ensino municipal está tão precário que há praticamente o mesmo número de alunos que existia na gestão do prefeito José Augusto, que está fora do poder há mais de 10 anos: 11 mil.

Bolsonarista por convicção

O deputado estadual Alberto Feitosa (SD), que é major reformado da PM, fez questão de ir a Brasília só para assistir à entrega pelo presidente Bolsonaro do projeto de reforma previdenciária ao Congresso Nacional. Feitosa, como de resto a maioria esmagadora dos militares do Brasil, votaram no atual presidente sob este argumento: “É um de nós lá”.

Sem Código de Ética

Alckmin declarou na última reunião da executiva nacional do PSDB, do qual ainda é presidente, que o partido nunca teve um Código de Ética. Claro!!! Se tivesse, já teria suspendido, pelo menos temporariamente, a filiação dos ex-governadores Eduardo Azeredo (MG), Beto Richa (PR) e Marconi Perillo (GO), todos enrolados com a justiça. E também a do senador José Serra (SP) que desde que teve o nome envolvido na “Lava Jato”, sumiu. De melhor senador do Brasil, virou um político obscuro.

Sinuca de bico

O governador Paulo Câmara está numa sinuca de bico em relação à reforma da previdência. Se apoiar o projeto, na íntegra, vai desagradar à maioria da bancada da Frente Popular. E se apoiá-lo só pela metade, corre o risco de ser isolado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Laranjal falso (I)

É falsa a versão da grande imprensa sobre a existência de alguns “candidatos-laranja” a deputado federal nas eleições de 2018. Do jeito que as notícias estão sendo divulgadas, dá a impressão de que todo candidato que recebeu recursos do fundo eleitoral, mas obteve poucos votos, foi utilizado como “laranja”.

Laranjal falso (II)

Como já foi dito neste Blog, por imperativo legal os partidos têm que formar suas chapas proporcionais com pelo menos 30% de mulheres (exigência absurda) e destinar esse mesmo percentual de recursos do fundo eleitoral para elas. Só que muitos partidos apostaram em candidatos que foram um fiasco, e outros não apostaram em alguns que explodiram de votos, como a delegada Gleide Ângelo (PSB), que obteve mais de 400 mil votos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Uma lágrima para…

Falecida no último sábado, aos 88 anos de idade, Conceição Moura, viúva de Édson Mororó, fundador do grupo do mesmo nome, em Belo Jardim, que é o maior fabricante de baterias do Brasil, o que tinha de riqueza tinha de simplicidade. Basta lembrar que aceitou ser secretária de Cultura do então prefeito João Mendonça (PSB) só para dedicar-se integralmente a projetos sociais.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, multidão, noite e atividades ao ar livreO sucesso do Galo 

Como já era esperado, mais de 20 mil pessoas desfilaram, sábado passado, no “Galo da Travessa”, a mais tradicional troça carnavalesca de São José do Egito e uma das maiores do Sertão. A troça foi fundada há 14 anos pelo médico Romério Guimarães (PT), que foi prefeito de 2013 a 2016 e está ensaiando uma nova candidatura para 2020.

Caso para estudo

É caso para ser estudado por sociólogos e historiadores o fato de o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ainda ter o apoio de pelo menos 30% dos venezuelanos. Isso porque o país vive uma crise política e econômica sem precedentes, com uma parte da população emigrando para o Brasil e a Colômbia por falta de trabalho e comida.

A sintonia fina de Geraldo Julio e Paulo Câmara

Secretários de Eduardo Campos desde 2007, Paulo Câmara e Geraldo Julio tiveram a responsabilidade de herdar o espólio político e eleitoral de Eduardo. Geraldo, que foi secretário de Planejamento e depois Desenvolvimento Econômico, foi o primeiro a receber a benção de Eduardo ao se eleger prefeito do Recife em 2012, conquistando a reeleição em 2016.

Já Paulo Câmara foi secretário de Administração, Turismo e Fazenda antes de ser ungido por Eduardo Campos para ser candidato a sua sucessão, assim como Geraldo, Paulo foi eleito em 2014 e reeleito em 2018 confirmando a hegemonia do PSB em Pernambuco iniciada por Eduardo Campos em 2006.

A relação entre o governador e o prefeito do Recife tem sido a melhor possível, ambos estão sintonizados no sentido de entregar resultados aos pernambucanos e aos recifenses, e naturalmente projetam a eleição de 2020 para que Geraldo Julio eleja o seu sucessor e continue firme para suceder Paulo Câmara em 2022 no Palácio do Campo das Princesas.

Ao longo de 2019 e de 2020, Geraldo e Paulo estarão cada vez mais próximos, em agendas conjuntas que fortalecerão o PSB e a Frente Popular nas eleições municipais do ano que vem.

Enquadrada – O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, ao tomar conhecimento de um possível apoio do deputado federal Tulio Gadelha à prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, disse ao parlamentar que a porta da rua é a serventia da casa. Gadelha acabou desmentindo a informação do apoio para não criar problemas com o presidente nacional do partido.

Encontro – O governador Paulo Câmara recebe, nesta segunda-feira, no Palácio do Campo das Princesas, os 25 atletas que foram aprovados no Programa Ganhe o Mundo Esportivo 2019. Os estudantes participarão de um intercâmbio educacional-esportivo de três meses no Canadá e nos Estados Unidos, sendo este último um destino inédito. Os embarques estão previstos para o segundo semestre deste ano.

Profissionais – O presidente Jair Bolsonaro percebeu que estava vendo a articulação política do seu governo caminhar para o colapso e decidiu apostar nos profissionais. A escolha de Fernando Bezerra Coelho para a liderança do governo no Senado é uma evidência clara de que o presidente se rendeu a quem realmente entende de congresso nacional.

Diferença – O governo Bolsonaro pecou na escolha do líder na Câmara dos Deputados, o Major Vitor Hugo (PSL), deputado de primeiro mandato. O ex-deputado federal José Mucio Monteiro foi líder do governo Lula somente no seu quinto mandato. É por isso que já existe possibilidade de o presidente trocar o seu líder na Câmara.

Clínica – O prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira, comemora o início das obras da clínica de fisioterapia que atenderá a população do município, principalmente as crianças com microcefalia.

Clovis Paiva – Líder do PP na Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado estadual Clovis Paiva tem intensificado agendas ao lado do governador Paulo Câmara e do deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do PP.

Inocente quer saber – A relação do Palácio do Campo das Princesas com a base aliada está melhorando?