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Coluna da terça-feira por Magno Martins

Irrigação ainda capenga

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, conheceu, ontem, o potencial do Vale do São Francisco cumprindo uma extensa agenda em Petrolina, que produz uma variedade de frutas tipo exportação, com destaque para manga e uva. A presença dela atendeu a um convite do líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, que governou o município por três ocasiões e nas eleições passadas elegeu o seu filho Miguel Coelho.

Os parreirais abrem um cinturão verde em torno das cidades-irmãs Petrolina e Juazeiro, num contraste brutal coma caatinga bem próxima ao rio São Francisco. Por isso mesmo, Petrolina foi batizada de a Califórnia brasileira. Suas fazendas irrigadas geram riquezas, milhares de empregos e colocam a região num patamar diferenciado em relação as demais do Nordeste que sofrem ano a ano a inclemência de secas periódicas.

Petrolina e Juazeiro, entretanto, poderiam estar colhendo muito mais frutos econômicos se a partir do Governo Lula não tivesse sido encerrado o ciclo de investimentos na irrigação. O ex-presidente Lula chegou a prometer a duplicação da área irrigada nos projetos públicos em torno do rio, mas governou por oito anos e não fez um só hectare, frustrando os pequenos agricultores que sonham com uma gleba de terra para se inserir no mercado internacional da cultura irrigada.

Dilma Rousseff copiou Lula. Esteve em Petrolina na campanha e prometeu priorizar a irrigação, mas seu desgoverno negou pão e água aos agricultores que esperavam pela ampliação da área irrigada. Com Bolsonaro, não existe nenhuma expectativa em investimentos nos projetos públicos Nilo Coelho e Pontal, vitrines da região e que contaram, na verdade, com a boa vontade da União na gestão Fernando Henrique.

Oxalá na sua volta a Brasília a ministra, que se encantou com o cinturão verde do São Francisco, possa fazer um relato do que viu a Bolsonaro. Desconheço o plano de Governo do presidente, mas ele está na companhia de muitos nordestinos, especialmente o senador Fernando Bezerra, que conhece como ninguém as necessidades do polo de irrigação do São Francisco.

Derrota feia – Enquanto o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, acompanhava a agenda da ministra da Agricultura no Sertão, em Brasília a Comissão de Constituição e Justiça da campanha impunha uma acachapante derrota ao presidente Bolsonaro: inverteu a pauta de votação dos projetos em tramitação, colocando o orçamento impositivo antes da reforma da Previdência. Já há quem faça previsões as mais pessimistas quanto ao calendário da Previdência. Inicialmente prevista para ser votada em junho, depois em setembro e agora novembro. Isso se o Governo melhorar sua interlocução com o Congresso.

Na corda bamba – O prefeito de Agrestina, no Agreste pernambucano, Thiago Nunes (PMDB), só tem conseguido cair nos braços de Orfeu sob efeito de tranquilizantes. Tudo depois que a Polícia Federal realizou duas operações que culminaram com a prisão de seus principais secretários. Seus próprios aliados temem que ele não chegue ao final do mandato. De passagem por Brasília, Nunes deixou transparecer um estado de tensão preocupante.

Medida atabalhoada – O Governo continua patinando na articulação com o Congresso. Quer saber da última mancada? Resolveu convencer os deputados a votarem a reforma da Previdência mediante os coordenadores estaduais de bancadas. O baixo clero, que forma a grande maioria das bancadas, não aceita delegar tantos poderes aos coordenadores. No caso de Pernambuco, quem vai se dar bem é Augusto Coutinho (SD) e Wolney Queiroz (PDT), que comandam a bancada. Na verdade, se Bolsonaro não partir para o corpo a corpo, um a um, não aprovará a reforma.

Emprego no gabinete – O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) empregou em seu gabinete, na Câmara Municipal do Rio, um funcionário ligado ao ex-policial militar Fabrício Queiroz, pivô da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) por suspeita de captação ilícita de salário de servidores no período em que foi assessor do ex-deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Trata-se de Márcio da Silva Gerbatim, ex-marido da atual mulher de Queiroz e pai da sua enteada.

Os cem dias – Depois de ser demitido da Rede Globo, o jornalista Wiliam Waack criou o seu canal nas redes sociais e tem sido bastante assediado para palestras no País. Hoje, fala para os empresários de Pernambuco e formadores de opinião no Mar Hotel, a partir das 9 horas. Abordará os cem dias do Governo Bolsonaro. Diferente de colegas colunistas dos jornalões, Waack tem feito análises moderadas sobre o Governo em vídeos no Youtube. Vale a pena conferir o que dirá o preparado e experiente jornalista.

Voto contra – O deputado federal Gonzaga Patriota (PSB), que passou um período recente no estaleiro, causando susto e apreensão, voltou, ontem, a sua rotina na Câmara dos Deputados. Em discurso da tribuna da Casa condenou a reforma da Previdência. Para ele, a proposta do Governo só prejudica os mais pobres. “A proposta fere a Constituição Cidadã. Após analisar cuidadosamente o texto, conclui que o Governo não democratizou o debate sobre a reforma e por isso mesmo vou votar contra”, desabafou.

CURTAS

EM JABOATÃO – Ex-prefeito do Recife por dois mandatos, o deputado João Paulo (PT) sofreu duas derrotas para prefeito da capital e em razão disso está transferido o seu domicilio eleitoral para Jaboatão. Articula sua candidatura a prefeito de Jaboatão dos Guararapes, o segundo maior colégio eleitoral do Estado. Para deputado, João teve uma votação mixuruca: pouco mais 26 mil votos.

ABANDONO – A PE-027, a chamada Estrada de Aldeia, em Camaragibe, está completamente abandonada. Falta sinalização, acostamento decente, faixas de pedestres sumiram, mesmo em locais próximos a escolas e prédios públicos. Insatisfeita, a comunidade está se mobilizando para fazer um grande protesto contra o Governo do Estado.

EM ARCOVERDE – O ex-deputado Zeca Cavalcanti (PTB) é candidatíssimo a prefeito de Arcoverde nas eleições municipais do próximo ano. Rompido com a atual prefeita Madalena Brito (PSB), Zeca deve enfrentar a candidatura do vice-prefeito Wellington Araújo (PMDB), já escolhido pela prefeita.

Perguntar não ofende: O Governo vai ter dinheiro para bancar as emendas impositivas?

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