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Jornalista dos EUA e Moro: quem é Greenwald

Após vazamento sobre Lava Jato, jornalista vira alvo de boatos nas redes

Publicações fazem alegação falsa de que Glenn Greenwald e seu marido, o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ), foram acusados de “atentar contra segurança pública do Reino Unido”

Alessandra Monnerat – Estadão

É falso que o jornalista Glenn Greenwald, editor fundador do siteThe Intercept, e seu marido, o deputado federal David Miranda(PSOL-RJ), tenham sido acusados de “atentar contra a segurança pública do Reino Unido”. Na verdade, Miranda foi detido em 2013 no Aeroporto de Heathrow, em Londres, com base na lei antiterrorismo britânica. Após nove horas, ele foi liberado sem acusação. Greenwald não estava presente na ocasião.

No domingo, 9, uma reportagem assinada por Greenwald com outros repórteres divulgou mensagens no aplicativo Telegram que teriam sido trocadas entre o ministro da Justiça e Segurança Pública,Sérgio Moro, e o procurador federal da República Deltan Dallagnol. Segundo o site, Moro orientou investigações daOperação Lava Jato quando era juiz da 13ª Vara de Curitiba. Desde então, postagens em redes sociais e no WhatsApp fazem acusações falsas contra o jornalista norte-americano.

Como informou o Estado em 2013, Miranda foi detido no aeroporto britânico após sair de Berlim, onde havia se encontrado com a documentarista Laura Poitras. Ela é diretora de Citizenfour, filme sobre o ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional(NSA) dos Estados Unidos Edward Snowden, que ganhou o Oscar de melhor documentário longa-metragem em 2015. O brasileiro era suspeito de transportar documentos ilegais fornecidos por Snowden.

Leia reportagem completa clicando aolado: Após vazame to sobre Lava Jato, jornalista vira alvo de boatos nas 

Que ninguém se iluda, pensando que as transcrições já divulgadas do Intercept tenham esgotado o assunto. Em reportagens desse tipo, publica-se apenas parte das informações disponíveis. Aguarda-se a reação de quem foi atingido. Aí vem a segunda parte, buscando desmoralizar os desmentidos. E pode haver uma terceira parte, por que não?  Pelas conversas até agora divulgadas, provavelmente a questão de quem é o culpado será resolvida por interpretação, da qual muitos irão divergir. Só que isso também depende do que acontecerá de agora em diante. Desmerecer Glenn Greenwald por ser homossexual, casado com um parlamentar do PSOL, é um erro, e não apenas por achar que a opção sexual o desqualifica. Greenwald sabe como divulgar as coisas: trabalhou com Edward Snowden, hoje asilado na Rússia, que divulgou informações a respeito dos programas de monitoramento de opinião do Governo americano, é próximo de Julian Assange, conhece o jogo. Querer expulsá-lo é burrice, é levar para o mundo inteiro uma questão que hoje fica por aqui. Que tentem vencê-lo no campo das ideias.

“As conversas impróprias de Sergio Moro com o procurador Deltan Dallagnol enodoaram a Lava Jato e fragilizaram a condenação imposta a Lula pelo tríplex de Guarujá (SP). Se isso fosse pouco, a postura arrogante do ministro da Justiça nas horas seguintes às revelações do site The Intercept Brasil, obriga muitos daqueles que gostariam de defendê-lo a ficar no papel de bobos”, diz o colunista Elio Gaspari, um dos mais influentes do País, que já defende a sua renúncia.

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