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Giro pelos Blog’S (12.o7.2019)

Expulsão e devolução de dinheiro

A insubordinação dos 11 deputados do PSB favoráveis à reforma da Previdência, na contramão do diretório nacional, que exigiu o voto contra, pode resultar num preço bem mais amargo aos infiéis, além da expulsão: a cassação dos seus mandatos. Especialistas em questões internas de partidos, ouvidos ontem pela coluna, afirmam que os parlamentares cometeram uma espécie de adultério com o PSB.

A decisão de dar um não às mudanças nas regras de aposentadorias foi tomada por um colegiado mais amplo do que a executiva, o diretório nacional, composto por mais de 300 filiados no País inteiro. Se a recomendação pelo não foi consensual, os que representam o PSB na Câmara, segundo esses mesmos especialistas, teriam que se curvar e votar não à reforma.

Ouvido no programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro, o presidente nacional socialista, Carlos Siqueira, disse que vai levar as representações já movidas contra o grupo dos 11 para abertura de processo no Conselho de Ética. O bicho promete pegar.

Lista dos infiéis – Além do pernambucano Felipe Carreras, 10 parlamentares não seguiram a orientação do PSB e votaram, quarta-feira, a favor da reforma da Previdência. Veja a lista: Átila Lira (PI), Emidinho Madeira (MG), Felipe Rigoni (ES), Jefferson Campos (SP), Liziane Bayer (RS), Luiz Flávio Gomes (SP), Rodrigo Agostinho (SP), Rodrigo Coelho (SC), Rosana Valle (SP) e Ted Conti (ES).

E Tábata? – Já no PDT, os traidores foram oito, entre os quais a que mais chamou atenção da mídia foi Tábata Amaral, especialista em educação. O presidente nacional, Carlos Lupi, que é carne de pescoço, anunciou, ontem, que vai abrir processo de infidelidade partidária contra todos eles. Mas depois amenizou o discurso em relação a Tábata, estrela pedetista na Câmara.

Bem na foto – O líder do PSD na Câmara, o pernambucano André de Paula, deu uma demonstração de força dentro do seu colegiado: dos 36 paramentares da bancada na Casa, 34 seguiram a sua orientação votando a favor da reforma da Previdência. As duas exceções eram votos irremovíveis: Wladimir Garotinho (RJ), filho do ex-governador Anthony Garotinho, e Expedito Neto (RO).

Reação imediata – Os 11 deputados do PSB que votaram a favor da reforma da Previdência ensaiaram, ontem, uma rebelião contra o presidente da legenda, Carlos Siqueira. Diante da ameaça de expulsão, vão testar destituir Siqueira do comando partidário. Acham que ele radicaliza.

Improbidade – Em entrevista ao Frente a Frente, o advogado Carlos Neves, aprovado, ontem, por 41 votos na Alepe para substituir João Campos no TCE, se manifestou favorável a reformas na lei da improbidade administrativa, que não distingue as penalidades, com iguais punições para crimes distintos.

FARRA – O MP de Contas pegou no pé do Governo do Estado e pediu o cancelamento da contratação do buffet que seria servido nos camarotes do Festival de Inverno de Garanhuns. O valor a ser gasto seria de R$ 181 mil. Para tempos tão bicudos, uma farra sem justificativas.

Perguntar não ofende: Por que Felipe Carreras se rebelou contra o PSB? Quer ser candidato a prefeito do Recife?

Coluna Fogo Cruzado – 12 de julho de 2019

A votação da reforma previdenciária revelou ao Brasil um novo líder sobre o qual ainda iremos falar muito nos próximos anos e talvez décadas. Trata-se do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal. Foi ele quem se empenhou, pessoalmente, pela aprovação dessa reforma após mais de cinco meses de negociações com os líderes dos partidos representados na Casa. Teve mais protagonismo na aprovação da matéria que o próprio presidente Jair Bolsonaro, que enviou o projeto à Câmara e disse que já tinha feito a sua parte. E que a bola a partir de então estava com os parlamentares. Rodrigo Maia enfrentou incompreensões de toda ordem nos partidos do governo e da oposição, mas em nenhum momento perdeu a serenidade. Sempre acreditou que era possível a aprovação da matéria, preservando a sua essência, e convenceu a maioria dos colegas de que é chegada a hora de reformar o estado brasileiro não apenas com essa reforma, mas também com a reforma tributária que é a próxima batalha a ser enfrentada. Maia agigantou-se de tal forma que não é exagero compará-lo em dimensão política ao ex-deputado Ulysses Guimarães, que presidiu a um só tempo a Câmara, a Constituinte de 1988 e o PMDB. Quem saiu menor foram o PT, o PSB, o PDT, o PCdoB e o PSOL, que apostaram no discurso demagógico, irresponsável e populista de que a reforma é contra o povo e deixaram a Câmara envergonhados pelo ínfimo número de votos que conseguiram arregimentar: apenas 131 em 510. Uma surra histórica!

Pela desincompatibilização

Independente da tarefa que receber do seu partido para desempenhar em 2020, o secretário municipal de Segurança Cidadã, Murilo Cavalcanti (MDB), deixará o cargo em 5 de abril do próximo ano para preservar sua elegibilidade. Ele transformou o Compaz numa “vitrine nacional” e semanalmente recebe pessoas do país inteiro interessadas em conhecê-lo.

Renovação de quadros

O ex-governador Joaquim Francisco (PSDB) não diz isso por vaidade e sim em respeito à verdade dos fatos. Ao lado de Moura Cavalcanti e Eduardo Campos, foi quem mais renovou a política pernambucana nos últimos 40 anos. Teve como assessores Romário Dias, Mendonça Filho, José Neto, Bruno Araújo e João Roma Neto. Este último é deputado federal pela Bahia.

Qual foi a contribuição?

O senador Fernando Bezerra (MDB) afirma que o governador Paulo Câmara “também contribuiu” para a aprovação do texto-base da reforma previdenciária, mas não explicou como se deu essa colaboração. O que se sabe do governador é que apoiou no PSB o fechamento de questão contra a reforma, e que ficou solidário a Danilo Cabral e Tadeu Alencar, que votaram contra.

Partido com dono

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, promete punição para deputados do partido que votaram a favor da reforma previdenciária. Um dos seus alvos é Tábata Amaral, o melhor quadro que o partido tem em SP. Ela se tornou uma referência nacional no debate sobre educação e deveria ter pensado melhor antes de se filiar a um partido político que tem “dono”.

Susto na estrada

Quando voltava do Recife para Ingazeira na última 4ª feira (10), o prefeito Lino Moraes (PSB) quase morre num acidente de carro. A caminhonete em que viajava bateu num boi que pastava solto na estrada entre Sertânia e o distrito de Albuquerque Né. O veículo ficou totalmente danificado, mas o prefeito saiu ileso da colisão. Já a estrada parece uma tábua de pirulito.

Homenagem ao cineasta

Próximo dia 23 o presidente Bolsonaro estará em Vitória da Conquista (BA) para inaugurar o Aeroporto Gláuber Rocha. O cineasta, que nasceu naquele município, tem uma série de discípulos em Pernambuco, entre eles Jomard Muniz de Brito e Amim Stepple. Já Miguel Arraes foi grande amigo de um ex-prefeito daquela cidade: Pedral Sampaio (1925-2014).

Batata quente

Está nas mãos de Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB, resolver a maior crise com que o partido deparou ao longo deste ano: escolher entre o prefeito Bruno Covas (SP) e o deputado Aécio Neves. “Ou ele ou eu”, disse o prefeito paulistano, afilhado de João Doria. Aécio não é um tucano qualquer, mas perdeu aliados importantes, entre eles o próprio Araújo.

 

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