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DOIS DETENTOS FOGEM DA CADEIA PÚBLICA DE ITAPETIM

Na noite desta segunda-feira (16), segundo informações de populares,  dois detentos fugiram da Cadeia Pública de Itapetim, aproximadamente por volta das 20:30.
ainda segundo informações, os presos cerraram as grades da cela e empreenderam fuga.
Ainda de acordo com informações, os fugitivos foram identificados como Nelson Soares da Silva e João Ricardo.
Apenas UM policial faz a guarda\segurança da Cadeia Pública de Itapetim.
Até o fechamento da matéria, a polícia estava em diligências para recapturá-los.
Em agosto do ano passado, outra fuga foi registrada na unidade prisional. Na época dois detentos renderam um policial na hora do jantar e fugiram. Eles foram recapturados dias depois.
A Cadeia Pública de Itapetim tem 35 detentos, e parte do Presidio está interditado desde 2018. São seis  celas e três delas, o Ministério Público pediu a interdição e foram fechadas.

O MP em 2018 disse em Nota : Diante do quadro de insalubridade e risco de fuga, o (MPPE) recomendou ao secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos a reforma urgente da Cadeia Pública de Itapetim, com transferência de todos os presos(hoje 35 ao todo) para as unidades prisionais em condição de segurança mais próximas desta Comarca, no prazo de dez dias úteis, sob pena das medidas judiciais cabíveis.O MPPE apurou o elevado grau de probabilidade de existir mais fugas, riscos à vida dos presos e dos policiais, dado as instalações precárias do edifício. “O problema é de longa data, inclusive, já tendo ajustes internos pagos pelos próprios policiais e populares, visando manter a cadeia pública e seus presos próximos de suas famílias, contudo, não há mais condições de manter os presos neste ambiente. A situação calamitosa da Cadeia Pública, a qual não apresenta as mínimas condições de segurança e higiene para a detenção dos presos e para o exercício do ofício dos militares que guarnecem o estabelecimento prisional.”

Segundo MP, é dever do Poder Executivo oferecer condições condignas aos presos, conferindo-lhe o adequado tratamento e à manutenção de boas condições aos estabelecimentos prisionais e que a mera alegação de inexistência de verbas orçamentárias para a implementação das políticas públicas exigidas judicialmente, não se mostra como medida hígida a caracterizar a impossibilidade material ou jurídica. “A reforma urgente é adequada e necessária, visando que no âmbito extrajudicial seja resolvido o problema, já que está expondo os detentos não só a risco de vida, mas também a tratamento desumano e absolutamente interesse coletivo”, considerou a promotora de Justiça.

São 35 presos em três celas precárias, ocasionando superlotação. O texto da recomendação cita fissuras nas paredes e no teto das celas; ferrolhos e dobradiças das grades das celas danificados; insuficiência de cadeados; alvenaria velha com reboco extremamente fragilizado; portões e grades das janelas que demonstram sinais de vulnerabilidade, onde são notadas rachaduras nas paredes de sustentação; um corredor entre as celas e o muro da cadeia que facilita sobremaneira uma possível transposição em caso de fuga, bem como janela e grade na parte frontal interna da cadeia que pode servir de apoio e acesso ao telhado do estabelecimento e, consequentemente, à área externa; rede de esgoto com a encanação quebrada, derramando água no interior do pátio externo; presença de baratas e ratos na cozinha e no pátio de banho de sol; infiltrações, quando de precipitações pluviométricas, por todos os compartimentos; esgotos a céu aberto; buracos decorrentes da ação da chuva; telhado em péssima condição; buracos no piso; os muros externos em via de desmoronamento; as instalações elétricas e hidráulicas imprestáveis com risco de um curto-circuito.

Além dos problemas verificados na estrutura física, não há abastecimento de água suficiente para atender a demanda dos reclusos no que diz respeito à higiene pessoal e higienização das celas onde estão alojados. O Problema vem de longe.

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