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PSB pode estar jogando fora o governo de MG

Coluna Fogo Cruzado – 19 de maio de 2018

Acordo entre o PT e o PSB, além de incoerente, sacrificaria o socialista Mário Lacerda

A política de Minas, hoje, não tem nada a ver com a do século passado, quando o Estado praticamente se dividia em duas poderosas forças políticas. Do lado do PSD (Partido Social Democrático) pontificavam homens como Tancredo Neves, Murilo Badaró, Juscelino Kubitscheck, Renato Azeredo e muitos outros que poderiam ser definidos como políticos com “p” maiúsculo. Do lado da UDN (União Democrática Nacional) era a mesma coisa. Tinha lá Afonso Arinos, Bilac Pinto, Aliomar Beleeiro, Aureliano Chaves e muito outros. Hoje, o quadro político no Estado-síntese do Brasil está empobrecido. De um lado está o senador Aécio Neves (PSDB), ferido de morte pela Lava Jato e do outro o governador Fernando Pimentel (PT), ameaçado por um processo de impeachment na Assembleia Legislativa. O PSB (Partido Socialista Brasileiro) identificou esse vácuo e lançou o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, seu mais importante líder no Estado, para concorrer ao Palácio da Liberdade. Precedente de que o Estado busca caras novas já pôde ser visto em 2016 quando o ex-presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, elegeu-se prefeito da capital por um partido fantasma: PHS. Pois bem, Lacerda pode ser o Kalil de 2016, comendo pelas beiradas as viúvas de Aécio e de Pimentel. Mas o PSB, estupidamente, estava examinando até a última quinta-feira a hipótese de “rifá-lo” numa negociação com a cúpula do Partido dos Trabalhadores. Pelo acordo, que não teria vingado, o PSB apoiaria o candidato do PT a presidente da República e a candidatura de Pimentel à reeleição. Em troca, o PT apoiaria a reeleição de Paulo Câmara em Pernambuco, e a do candidato João Azevedo na Paraíba. Pensam talvez que o eleitor do século XXI está disposto a engolir todo tipo de acordo de cúpula, por mais incoerente que seja. Este de Minas e Pernambuco, além de incoerente (o PSC ajudou a tirar Dilma do poder em 2016), sacrificaria o único político mineiro em condições de alçar voo nessas eleições.

Segundo turno de nível

Para que o Brasil não cai nas mãos de um aventureiro, o 2º turno da eleição presidencial teria que ser decidido entre Ciro Gomes (com o petista Fernando Haddad na vaga de vice) e Geraldo Alckmin (PSDB). Ambos no mínimo fariam a campanha debatendo saídas para o Brasil. Mas se, por infelicidade da Pátria, tivermos um 2º turno com Marina ou Bolsonaro, ai de nós! Bolsonaro é truculento e a única coisa que Marina sabe fazer é a defesa a floresta amazônica.

Os dois centos – FHC assinou um manifesto pregando a união das forças do “centro-democrático” nessas eleições presidenciais, mas foi logo avisando aos seguidores: uma coisa é o “centro democrático”, comprometido com a democracia e ideias liberalizantes. E outra muito diferente é o “centrão” do Congresso, cuja religião é o fisiologismo.

Sem suporte – Se o PSDB tivesse candidato próprio ao Governo de Pernambuco, o nome de Alckmin já estaria nas ruas, seja com um adesivo num automóvel, uma bandeira numa barraca de praia ou uma faixa na entrada de um município. Mas até a presente data ainda não há ninguém no Estado empunhando a bandeira do tucano.

Que chapinha? – O PP de Pernambuco, comandado pelo deputado Eduardo da Fonte, com base no exemplo de 2014 resolveu lançar uma “chapinha” para a Assembleia Legislativa. Só que o partido cresceu tanto (está com 14 deputados estaduais) que a palavra “chapinha” não cabe mais. É “chapona” mesmo, ainda que dispute sem alianças.

E a governabilidade? – Tá todo mundo falando nos nomes dos candidatos a presidente da República, mas poucos falando em “governabilidade”. Nossa história recente mostra que presidente sem apoio do Congresso não se sustenta no cargo. Exemplos: Collor e Dilma. Temer, mesmo com 90% de rejeição, não caiu porque tem apoio no Congresso.

Péssima notícia – A prisão de Lula, em abril, e agora e de José Dirceu, ontem, foi ruim para o Partido dos Trabalhadores, obrigado a fazer a próxima campanha sem dois dos seus principais cabos eleitorais. Lula ainda se considera “preso político” e muita gente acredita. Mas Dirceu acaba de voltar para a cadeia acusado de corrupção.

Falta força – Governadores do Nordeste reuniram-se ontem, no Recife, para uma troca de ideias sobre os problemas da região. Melhor ter esse tipo de reunião do que não ter, mas seus resultados são modestos porque falta força política aos atuais governadores. O Nordeste falava grosso perante a União quando teve, por exemplo, Roberto Magalhães e Eduardo Campos à frente do governo de PE, Tasso Jereissati e Ciro Gomes à frente do governo do CE, ACM e Waldir Pires à frente do governo da Bahia, e por aí vai.

Quem vai primeiro? – Até agora, a Frente Popular parece mais próxima de colocar um político de Caruaru na sua chapa majoritária (José Queiroz?) do que a frente de oposição encabeçada pelo PTB. Esta Frente prometeu colocar alguém da “capital do Agreste” mas até agora nem sinal.

Saída malandra – Até o clima seco de Brasília sabe que se a reforma da previdência não for feita deste ano para o outro ela se inviabilizará de vez, porque quebrada já está há muito tempo. Mas ainda existem deputados do PSB, com medo de perder votos das corporações, fazendo discurso malandro: “A reforma é necessária, mas temos que discuti-la com a sociedade”. Ora, mais discutida do que essa reforma já foi? Só se for para sair de casa em casa perguntando a cada um dos 209 milhões de brasileiros o que eles acham sobre essa reforma.

Falta postura – É cedo para julgar um governante com pouco mais de 40 dias de governo. Mas até a presente data o novo governador de SP, Márcio França (PSB), que era o vice de Geraldo Alckmin (PSDB), ainda não mostrou que está à altura do cargo.

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