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Sertaniense aparece como um dos destaques da viagem de publicitário que buscou artistas populares

Essa não é primeira vez que a arte do Sertaniense ganha destaque nacional, e até internacional, desta vez chamou a atenção do publicitário Renan Quevedo, de 27 anos, que segundo a matéria da Época largou o emprego em São Paulo, vendeu todos os bens e alugou um carro. Saiu em busca de artistas populares país afora. “Estou em busca de pessoas que não sei quem são. Cruzei muitas vezes o país, comi poeira nos sertões nordestinos e sentei por horas em frente ao volante.”As obras de Marcos Paulo nascem em Sertânia, que fica na divisa entre Pernambuco e Paraíba. Os cachorros do artista, ou melhor, as Baleias, parecem ter saído diretamente das páginas de Vidas secas, o clássico de Graciliano Ramos, para tomar forma em madeira. “No fim das contas, minha arte é sobre a resistência de meus conterrâneos — todos vitoriosos por aguentar os trancos desta nossa vida. A imagem de Baleia é exatamente como as coisas acontecem por aqui. No passado era muito comum. Com o tempo, as coisas foram melhorando, mas ainda se vê fome e seca”, contou.

Marcos Paulo

Marcos de Sertânia vem de família de camponeses e artesãos, ele porém não se animou em criar utensílios e pequenas esculturas de bois que seus tios e avô faziam. Decidiu retratar a aflição provocada pela seca, ao extrair da madeira figuras esquálidas e melancólicas. Até o cachorro que esculpe é tão magrinho quanto Baleia, a cadela heroína do romance de Graciliano Ramos, Vidas Secas. “Criei um estilo mais próprio, emagreci os personagens para dar mais sofrimento”, justifica. “Vivi tudo isso aí que coloco no meu trabalho. Já sofri com a seca, já ajudei minha mãe a carregar água na cabeça, meu pai era vaqueiro, já vi o gado morrer de fome”, enumera Marcos.

Hoje o mestre artesão e sua família vivem dos seus talentos. “Muita gente daqui foi para o Sul procurar mais oportunidades. Mas a arte foi redentora para a nossa família para ganhar o pão de cada dia. Eu, hoje, não consigo mais sair de Sertânia”, afirma o artista popular.

Marcos é da nova geração de mestres do artesanato que inova pela linguagem. Ao esculpir na madeira figuras longilíneas, elas se tornaram a marca da sua obra. “As pessoas lá de Sertânia achavam feio o que eu faço. Eu desproporcionalizava as coisas, mas eu gosto do desproporcional, da mesma forma como eu acho meu universo bonito. Claro que a seca é terrível, mas a caatinga é bonita”, defende-se Marcos, que segue a tradição da temática da seca e seus dramas, temas que tanto incomodaram e inspiraram artistas brasileiros. “Uma vez me disseram que meu trabalho parecia com o de Portinari. Quando conheci os quadros dele vi que o que eu fazia ele também fazia”, orgulha-se o artista sertanejo. Informações do Especiais JC Online.

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