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Acusado de matar jovem em Serra decepou braços da vítima: ‘Matei porque senti vontade’, disse

Farol de Noticias/

O assassinato da estudante da Escola Solidônio Leite, Gyslane Águeda, no bairro Caxixola, em Serra Talhada, chocou os serra-talhadenses e a medida em que a polícia civil avança nas investigações, surgem elementos macabros sobre a prática criminosa.

O corpo da estudante foi encontrado numa cova rasa, no quintal da residência do principal suspeito, Alexsandro da Silva Aureliano, 24 anos, que se encontra preso, e se apresenta em audiência de custódia, nesta terça-feira (15).

Em conversa com o Farol, a Polícia Civil confirmou que houve requintes de crueldade por parte do suspeito, que chegou a decepar os braços de Gislaine, e a sepultou com entulhos.

Foi o mau cheiro que levou os policiais até o corpo da vítima, que foi morta no sábado (12). Também em conversa com o Farol, o Delegado de Polícia, Cley Anderson Rodrigues, responsável pelo inquérito, confirmou que o suspeito, teria justificado, durante o ato de prisão, ‘que matou poque sentiu vontade de matar’, revelando uma natureza fria e cruel.

VIOLÊNCIA SEXUAL

Mas o crime pode ter mais sinais de crueldade. A polícia também investiga a possibilidade da estudante ter sofrido violência sexual, dentro da casa do acusado. Foram encontrados marcas de arranhões no pescoço de Alexsandro, com sinais de que pode ter havido uma luta corporal.Também foram encontradas marcas de sangue na perna de uma cadeira.

“A violência sexual está sendo investigada, porém, só pode ser confirmada através de perícia”, disse Cley Anderson. O corpo de Gislane Águeda foi conduzido para o Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina,no Sertão do São Francisco.

CRONOLOGIA DO CRIME

Em depoimento a polícia, a mãe da estudante revelou que saiu de casa e deixou a fila quase pronta, para tomar um banho de açude na companhia de um tio. Ao retornar, soube que o banho não teria ocorrido, porque Gislane deixou a residência na companhia de uma amiga, que é uma das principais testemunhas de acusação.

Também em depoimento a polícia, a amiga disse que viu Gislane entrar na casa do acusado, e ficou um tempo esperando. Logo em seguida, o Alex disse que a estudante iria ficar e que não ficasse esperando.

A amiga retornou outras vezes para buscar Gislaine, mas só ouvia a voz de Alex dizendo que ela não iria acompanhá-la. O corpo da estudante só apareceu após a intervenção da Polícia Civil.

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