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Sinais exteriores de impopularidade

Por Helena Chagas*

Vivemos tempos políticos extremamente voláteis, e a popularidade que se registra num dia pode facilmente virar fumaça no outro. Da semana passada para cá, três fatores concorrem para abalar os números de Jair Bolsonaro, que pelas pesquisas anda com uma aprovação nacional perto dos 40%:

1. Os números do desemprego começaram a subir de forma mais acelerada, concentrando na última semana de agosto um contingente de mais um milhão de desocupados que resolveram procurar ocupação e elevando o percentual geral para 14,3%;

2. A redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300, valor que começou a ser pago na semana passada. Além de doer no bolso dos mais de 60 milhões de brasileiros que o recebem, tem impacto na economia como um todo, reduzindo o poder de compra e contribuindo para queda maior do PIB. O aumento da inflação dos alimentos joga mais lenha nessa fogueira;

3. As queimadas no Pantanal. Assim como ocorreu no ano passado, quando a cobertura intensiva e as manifestações internacionais pelo desmatamento da Amazônia tiveram repercussão negativa na popularidade presidencial, é possível prever que as imagens do fogo e de animais calcinados e a fumaça que alcança estados distantes produzam seus abalos.

É cedo para se prever o alcance e a duração desse efeito, e se ele já se fará sentir na próxima parada do calendário político, a eleição municipal de novembro. Nos últimos anos, tem sido bastante limitada a nacionalização das eleições para as prefeituras. Mas é possível que, em locais do Nordeste, por exemplo, o eleitor que não recebia nada e agora ainda tem R$ 300 esteja satisfeito com Jair Bolsonaro e tenda a votar em quem se identifica com ele.

Nos grandes centros, porém, a situação pode ser outra. Nesse sentido, o Ibope sobre a eleição de São Paulo divulgado neste fim de semana pelo Estadão trouxe boas e más notícias para Bolsonaro. Seu candidato, Celso Russomano, está na frente – ainda que tenha estado assim no início da corrida em quase todas as eleições majoritárias de que participou e, ainda assim, não ganhou.

Mas má notícia mesmo, para Bolsonaro, é o dado de que 47% dos paulistanos afirmam que o apoio do presidente a um candidato diminuiria sua vontade de votar nele. Seu apoio influenciaria positivamente 24% dos eleitores, e Bolsonaro é o cacique nacional que mais afugente eleitores em SP. O ex-presidente Lula, por outro lado, aparece como o cabo eleitoral mais forte na capital paulista:32% se inclinam a votar num candidato apoiado por ele, embora outros 40% seriam afugentados.

*Jornalista

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