Casa Shopping Center
O Centenário
Costa Lira
Informatic Center

Dr. Roberto Calumbí

Dr. Gilson Brito
Centro Clinico
Verónica Alexandre
Deixe Seu Like

Ciro está certo ao buscar apoios em todos os lados

Coluna Fogo Cruzado – 14 de junho de 2018

Próximo presidente da República será obrigado a conversar com todas as forças 

Ciro Gomes já começa a ser alvo de “patrulhas” por ter iniciado conversas com o deputado Rodrigo Maia e o senador Ciro Nogueira, presidentes nacionais do DEM e do PP, respectivamente. Ao mesmo tempo pisou na bola ao afirmar que só fecharia acordo com esses dois partidos após acertar-se com o PSB e o PCdoB, suas principais prioridades, para assegurar a “supremacia moral” da chapa. Ora, todo mundo sabe que os nossos partidos perderam credibilidade enquanto “porta-vozes” de parcelas da sociedade, que em todos militam salafrários e homens de bem e que qualquer candidato que se eleger presidente da República vai precisar do apoio de muitos deles para constituir maioria no Congresso, sob pena de não governar. Isso não é e não deveria ser novidade para ninguém. Fernando Henrique Cardoso que se elegeu presidente em 1994 com o carimbo de “esquerdista” teve que ceder a vaga de vice a Marco Maciel e dois ministérios ao senador Antonio Carlos Magalhães, então rotulado como “símbolo da direita”, para poder ter o PFL ao seu lado. E Luiz Inácio Lula da Silva, que o sucedeu em 2002 como representante das “esquerdas”, foi obrigado a ceder ministérios ao que há de mais fisiológico no Congresso Nacional: PP, PTB, PR, PRB, etc. Ou faria isso ou não governaria. Com o próximo presidente da República não será diferente, a menos que se mude o povo ou o nosso sistema eleitoral. Ele terá que dialogar com todas as forças para tentar unir o Brasil e garantir-se o mínimo de governabilidade. Ou, do contrário, vira um zumbi no Palácio do Planalto.

Debate improdutivo

O senador Armando Monteiro (PTB) define como “coisa de marqueteiro” o discurso de políticos do PSB, entre eles Paulo Câmara, rotulando seus aliados como “palanque de Temer”. O deputado Mendonça Filho (DEM) saiu em seu socorro dizendo que, se for por isso, o também deputado Jarbas Vasconcelos (MDB), pertence ao mesmo partido do presidente da República.

 Decisão difícil – O ex-vereador Fernando Aragão (PTB) perdeu a eleição para prefeito de Santa Cruz do Capibaribe por menos de mil votos e já teria o apoio de Armando Monteiro para ser o candidato do PTB em 2020. O danado é que o senador tem outro aliado forte no município que também sonha com a prefeitura: o ex-deputado José Augusto Maia.

Vaga segura – Assessores de Paulo Câmara já se convenceram de que serão obrigados a ceder uma vaga na chapa majoritária da Frente Popular ao PP: ou a vice ou uma vaga de senador, sob pena de ele migrar para a oposição. O candidato poderá ser ele próprio ou o aliado Sebastião Oliveira (PR).

Medo da perda – Após ter vazado a notícia do seu distanciamento do PTB, o deputado Sílvio Costa (Avante) teme perder o apoio de políticos desse partido que já fecharam com ele para senador, entre os quais o deputado Álvaro Porto e o prefeito de Tabira Sebastião Dias.

Time do 1% – O “time do 1%” (nas pesquisas de opinião) recebeu o reforço do ex-presidente do Sebrae Guilherme Afif Domingos. Jogam nesse time Henrique Meirelles, Rodrigo Maia, João Almoêdo, Flávio Rocha, João Goulart Filho, Paulo Rabelo de Castro, Manuela D’Ávilla e Aldo Rebelo. Os quais, sem tempo de televisão, tendem a continuar com 1%, caso não desistam.

Adeus, descanso – André Campos (PSB) era feliz na Assembleia Legislativa e não sabia. Depois que assumiu a Casa Civil do governo Paulo Câmara, não teve mais sossego. Chega ao Palácio às 9h e sai às 10 da noite. E quando chega em casa ainda leva cerca de duas horas respondendo mensagens de aliados.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *