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Moro pode até ter errado…

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Coluna Fogo Cruzado – 6 de novembro de 2018

Da prisão, Lula determinou ao PSB e ao PCdoB como deveriam se comportar nessas eleições

Apesar de preso em Curitiba, o ex-presidente Lula foi o principal personagem da última eleição presidencial até a confirmação pelo PT de que o candidato não seria ele, porquanto enquadrado na Lei da Ficha Lima, e sim o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Lula liderou as intenções de voto até agosto e enquanto era o primeiro nas pesquisas, dava-se ao luxo de pautar a imprensa da cela onde se encontrava recolhido, e até seus próprios adversários. Escreveu dezenas de cartas para correligionários, determinou que o PSB ficasse neutro na eleição para evitar que o partido caísse nos braços de Ciro Gomes e ordenou ao PCdoB que desistisse da candidatura própria de Manuela D’Áviila em troca da candidatura dela a vice de Haddad. Como esse repertório se esgotou com a vitória de Jair Bolsonaro, Lula tenta se manter na mídia, como vítima, às custas do juiz Sérgio Moro. Solicitou ontem ao STF que reconheça a suspeição do juiz paranaense para julgá-lo e que decrete a nulidade de todos os atos processuais relativos ao tríplex do Guarujá, motivo de sua condenação por parte do magistrado. Teria ficado “indignado”, segundo versão da senadora Gleisi Hoffmann, pelo fato de Moro ter aceitado o convite de Bolsonaro para ser seu ministro da Justiça. Ora, o magistrado pode até ter-se excedido na condução desse processo mas todas as sentenças que prolatou foram confirmadas pelos tribunais superiores nos quais o ex-presidente impetrou recurso. Bem verdade que Moro sempre revelou um “viés político”, assim como seus colegas procuradores da Lava Jato. Mas pedir a nulidade de todos os atos processuais que praticou só porque será ministro de Bolsonaro é um exagero. Se Moro cometeu erros, Lula continua errando mais que o juiz que o condenou.

Carne de pescoço

O relator do habeas corpus de Lula no STF, relativamente ao pedido para que declare Moro “suspeito” para julgá-lo, é o ministro Édson Fachin, também conhecido como “carne de pescoço”. Seu único voto favorável a Lula na Lava Jato foi quando reconheceu como válido um parecer de dois membros do comitê de Direitos Humanos da ONU a favor de sua elegibilidade.

O xerifão – Se Raul Jungmann não fosse ministro de Michel Temer, tinha chance de trabalhar com Sérgio Moro no Ministério da Justiça. Os dois se relacionam bem e já trocaram diversos telefonemas em razões dos cargos que ocupam. O time de Moro será basicamente da Lava Jato.

Sem acordo – Se quiser o apoio da CUT para sua reforma previdenciária, Bolsonaro terá que esquecer a de Michel Temer e enviar outro projeto ao Congresso. A afirmação foi feita no Recife pelo deputado federal eleito Carlos Veras (PT), presidente da CUT estadual.

A exceção  – Militares e pastores foram categorias bem votadas este ano para o Congresso Nacional. Uma das exceções foi o coronel Luiz Meira, que não se elegeu deputado federal em Pernambuco. Entrou tarde na campanha e não houve tempo para se tornar conhecido.

 O campeão – Na Bahia, o campeão de votos para a Câmara Federal foi o Pastor Sargento Isidório (Avante). Unindo a farda e a religião, ele obteve 323.264 votos.

A confusão – Diferentemente do que se disse ontem na coluna, a mulher de Fernando Haddad (PT) chama-se Ana Stela e não Ana Amélia (PP). Esta última foi a vice de Alckmin (PSDB).

Na mídia – Crateús, no interior do Ceará, passou a ser presença constante nas redes sociais depois que se soube ser a terra de Vicente Paulo Reinaldo, “Paulo Negão”, sogro do presidente eleito Jair Bolsonaro. Mas a filha Michelle não nasceu lá, e sim em Ceilândia (DF).

Os desafios do segundo governo Paulo Câmara 

Eleito em 2014 na esteira da aprovação de Eduardo Campos e posteriormente da sua morte, Paulo Câmara passou quatro anos tendo sua legitimidade eleitoral e liderança política questionada. Armando Monteiro, segundo colocado na disputa de 2014, por diversas vezes atribuiu a vitória de Paulo em 2014 à comoção gerada pelo acidente vitimando o ex-governador. Armando acreditava que se houvesse uma discussão naquela ocasião dos temas de Pernambuco, ele sairia vitorioso.

Passados quatro anos, quis o destino que fosse reeditada a disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Armando novamente candidato a governador, esperava ter melhor sorte nesta ocasião, e lançou-se candidato com uma frente política mais representativa que na eleição anterior. Com a baixa aprovação do governador e uma fadiga de material de doze anos, estava feita a equação para Armando Monteiro chegar ao Palácio do Campo das Princesas.

Ocorre que novamente Armando não conseguiu cativar o eleitorado, que mesmo reticente ao governo Paulo Câmara, não vislumbrou na candidatura oposicionista uma mudança efetiva de rumos do estado para melhor, e fez a opção por Paulo Câmara, que foi reeleito com uma votação bem menor do que na eleição anterior, mas o que vale é a vitória, que ocorreu ainda no primeiro turno.

Apesar da vitória, recuperando-se no decorrer de 2018, Paulo Câmara tem inúmeros desafios pela frente. O primeiro deles é realizar um segundo governo mais a sua cara do que foi o primeiro, mas não é o único. O governador precisa manter os resultados obtidos na educação, e principalmente na segurança pública, estes conquistados somente no decorrer de 2018, o que foi fundamental para garantir a sua reeleição.

Assim como no primeiro governo, quando apoiou Aécio Neves e acabou ficando na oposição, em 2018 o atual governador fez novamente uma opção que lhe deixou no campo de oposição, desta vez a Jair Bolsonaro. Se por um lado era melhor uma relação com Fernando Haddad, por outro o governador poderá dar o benefício da dúvida ao futuro presidente que já sinalizou ter um olhar especial para o Nordeste.

Nos próximos quatro anos, Paulo Câmara ganhou nova demonstração de confiança do eleitor pernambucano, e terá a responsabilidade de fazer um governo de mais resultados do que o primeiro, e se ao final dele lograr êxito, o governador definitivamente ganhará luz própria e será visto com olhar bastante diferenciado sobre o estado que será entregue em 2022, quando haverá nova eleição para governador.

Bancada – Deverão compor a base do presidente eleito Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, os deputados federais Augusto Coutinho, André Ferreira, André de Paula, Bispo Ossesio, Daniel Coelho, Eduardo da Fonte, Fernando Filho, Fernando Rodolfo, Fernando Monteiro, Silvio Costa Filho, Sebastião Oliveira, Ricardo Teobaldo, Pastor Eurico e Luciano Bivar.

Equipe – O vice-presidente eleito general Hamilton Mourão indicou três nomes para a equipe de transição do governo Jair Bolsonaro. Dentre os nomes está o presidente nacional do  PRTB, Levy Fidelix, que foi candidato a presidente da República em 2014 e ficou conhecido pela proposta do aerotrem.

Gilberto Kassab – Depois de ser duas vezes prefeito de São Paulo e duas vezes ministro, Gilberto Kassab foi anunciado ontem pelo governador eleito de São Paulo, João Doria, como futuro secretário da Casa Civil. Presidente nacional do PSD, Kassab tornou-se uma figura híbrida, que não importa quem seja o governo, lá estará ele para lhe garantir sustentação.

Caruaru – As dificuldades da prefeita Raquel Lyra, que realiza uma gestão mal-avaliada em Caruaru, estão dando espaço para o surgimento de candidaturas de oposição na cidade. Além de Tony Gel e Zé Queiroz, que já governaram a capital do agreste, os deputados eleitos Delegado Lessa e Fernando Rodolfo, bem como o ex-senador Douglas Cintra, estão sendo lembrados para 2020.

RÁPIDAS

Educação – Ganhou força nos últimos dias o nome da presidente do Inep, Maria Inês Fini, para ocupar o ministério da Educação. Durante a desincompatibilização do ex-titular da pasta, ela foi lembrada para o posto, porém acabou ficando com Rossieli Silva. Se porventura confirmar a escolha, Maria será a primeira ministra do sexo feminino indicada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Sem espaço – Está pesando contra ex-ministros de Michel Temer a possibilidade de serem aproveitados na equipe de Jair Bolsonaro não apenas pela ocupação do cargo em si, mas sobretudo para aqueles que votaram duas vezes pelo arquivamento da denúncia contra o atual presidente. Quem foi ministro e salvou Temer da perda do mandato estará completamente vetado pela equipe do futuro presidente Bolsonaro, que não quer se contaminar com figuras tóxicas da gestão anterior.

Inocente quer saber – A recondução de Eriberto Medeiros na presidência da Alepe será parte da contemplação do espaço do PP no governo Paulo Câmara?

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