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Moro não deveria ter dito que jamais disputará eleição

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e pessoas em p̩Coluna Fogo Cruzado Р7 de novembro de 2018

Moro tem prestígio popular e poderá ser convocado para disputar as eleições de 2022 

O juiz Sérgio Moro tem recebido criticas do PT e de outros partidos por ter aceitado o convite de Jair Bolsonaro para ser seu ministro da Justiça. Figuram entre os seus críticos o ex-ministro Ciro Gomes e o senador Romero Jucá, para os quais ele deixou de ser magistrado há muito tempo. Teria virado “político”, na acepção literal do termo, desde que passou a julgar os processos da Operação Lava Jato. Moro parece incomodado com a acusação e cada vez que dá explicações fica mal na fita. Alegou inicialmente que vai assumir um “cargo técnico”, a convite do presidente eleito, para pôr em prática uma política de estado de combate à corrupção, esquecido de que o cargo é “político” e que ficará subordinado à caneta do presidente. Mais recentemente, numa palestra feita em Curitiba, afirmou não pretender, “jamais”, disputar cargo eletivo, o que foi outro erro de sua parte, dado que tem prestígio popular e poderá ser convocado para disputar a Presidência da República em 2022, caso Bolsonaro cumpra a promessa de não disputar a reeleição. A propósito do “jamais”, em 1982, ao disputar o governo de Minas, Tancredo Neves declarou que não havia “força humana” capaz de convencê-lo a renunciar ao mandato para disputar a sucessão do general João Figueiredo. Um ano de quatro meses depois, questionado por que estava rasgando a promessa de cumprir integralmente o mandato de governador, respondeu mineiramente: “Eu realmente disse que não renunciaria ao  mandato de governador, mas não tenho como recusar uma convocação da Pátria”. A Pátria realmente o convocou para ser presidente da República e ele curvou-se à convocação. Moro nasceu no interior do Paraná e por estar na magistratura há 22 anos, desconhece os meandros da política.

Gol contra

Pegou mal para o governo Paulo Câmara a extinção da Delegacia de Crimes contra a Administração Pública (DECASP) e sua substituição por outro órgão, cujo ocupante estará diretamente subordinado ao gabinete do governador. Até o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, que costuma meter-se em tudo, solidarizou-se com a delegada Patrícia Domingues.

O perfil – Quem leu o perfil de Paulo Guedes, publicado na revista “Piauí” de 20/09, deve está-se perguntando como um economista de temperamento desagregador, como o dele, irá comandar o Ministério da Economia. Bolsonaro, até agora, o considera “um presente de Deus”.

O carão – Ex-deputado federal pelo PFL de São Paulo, quando se ligou muito a Marco Maciel, o economista Marcos Cintra levou um carão público de Bolsonaro por ter escrito um artigo em defesa do imposto único sem combinar com Paulo Guedes, de quem será subordinado.

A seca – Quando governador, Arraes sempre se negou a decretar “situação de emergência” em municípios castigados pela seca, desacompanhada de ações para enfrentar o problema. Hoje, há dezenas de municípios pernambucanos nessa situação sem ter sequer um carro-pipa para levar água a quem não tem.

Os gastos – Um Estado como Alagoas estar gastando 61% de sua receita corrente líquida com a folha de pessoal é um escândalo. Mas escândalo ainda maior é o Paraná e Santa Catarina estarem gastando esse mesmo percentual. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o limite é 54%.

Viva Rafael! – Morreu em São José do Egito o agricultou Rafael Marçal(foto acima), que fundou o MDB local em 1972 em companhia do médico José Augusto, que viria a ser prefeito de Diadema (SP). Na Câmara Municipal, o vereador Rona Leite (PT) o homenageou com essas palavras: “Viva Fidel, Che Guevara e Rafael Marçal!”.

Mudou Política-Vereadores e prefeitos que tentarão a reeleição em 2020, só lograrão êxito se tiverem serviços prestados e se estiverem conectados com o eleitor. Se porventura o político apostar na tradicional compra de votos ou no assistencialismo que permeou as eleições até 2016, pode se preparar para voltar pra casa em 2021. O mundo mudou, hoje quase tudo pode ser feito na palma da mão através de um smartphone, e a política não é diferente, quem estiver distante da internet e do eleitor, dificilmente terá qualquer chance de vitória na próxima eleição.

Risco – O fim das coligações proporcionais que será implementado em 2020 será mais um fator de reoxigenação da representatividade na política. Antigamente era um samba do crioulo doido as coligações proporcionais, no próximo pleito ou o partido tem representantes com representatividade ou sairá devastado das urnas.

Fundão – Pouco adiantou o fundão eleitoral de R$ 1,7 bilhão para financiar as campanhas deste ano. Políticos que tiveram acessos a vultosas quantias para suas campanhas bancadas com dinheiro público tiveram seus planos frustrados. Até mesmo aqueles que foram eleitos tiveram votações muito aquém do esperado.

Condenação – O MPF conseguiu uma segunda condenação para dirigentes da Compesa por improbidade administrativa em contratos firmados com empreiteiras envolvidas na operação Lava-Jato. O prejuízo aos cofres públicos teria sido na ordem de R$ 5 milhões através do superfaturamento de contratos com a Queiroz Galvão e a Galvão Engenharia. O ex-presidente da estatal durante o governo Eduardo Campos, João Bosco Almeida, foi um dos condenados pela Justiça Federal.

Impedimento – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recebeu uma representação do Partido dos Trabalhadores para que seja instaurado um processo disciplinar contra o juiz Sergio Moro no sentido de impedir que ele possa ocupar o ministério da Justiça e Segurança Pública. O PT alega que o juiz interferiu no processo eleitoral quando autorizou e disponibilizou para a imprensa o conteúdo da delação do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

RÁPIDAS

PTB – Com o fim do mandato do senador Armando Monteiro, derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco, e a não eleição de Jorge Corte Real, Zeca Cavalcanti, Julio Cavalcanti, Augusto Cesar, Socorro Pimentel e José Humberto, o PTB diminuiu de tamanho em Pernambuco. O partido que liderou a oposição nas duas últimas eleições estaduais, ficou com apenas dois deputados estaduais, Alvaro Porto e Romero Sales Filho, e não ofertará mais condição de ser alternativa de poder a nível estadual.

PSDB – Não foi apenas o PTB que saiu fragilizado das urnas deste ano. O PSDB que elegeu três deputados federais em 2014, ficou sem nenhum representante na Câmara dos Deputados a partir de 2019. O partido elegeu apenas uma deputada estadual, Alessandra Vieira, e Bruno Araújo estará sem mandato no ano que vem.

Inocente quer saber – Haverá algum desdobramento da operação Lava-Jato em Pernambuco nos próximos dias?

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