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Giro pelos Blog’S (5 de junho de 2019)

Coluna Fogo Cruzado – 

O ex-deputado Bruno Araújo assumiu corajosamente no programa “Roda Viva” da TV Cultura, anteontem à noite, ter sido alçado à presidência nacional do PSDB por obra e graça do governador de São Paulo, João Doria, para tentar construir a candidatura dele à Presidência da República na sucessão de Jair Bolsonaro. Certamente pesou nesta escolha o fato de estar sem mandato parlamentar, o que o obriga a dedicar-se integralmente aos afazeres do partido, bem como a experiência de 12 anos na Câmara Federal, com passagens pela liderança da oposição e da bancada do PSDB. Araújo reconheceu na entrevista que todo governador de São Paulo, seja ele quem for, é um candidato natural ao Palácio do Planalto, pelo peso político e econômico que o Estado representa no contexto da Federação. Essa preliminar é verdadeira, se bem que – observação não feita no programa -, à exceção de Jânio Quadros, no final dos anos 50, nenhum outro governador paulista chegou lá. Tentaram dar o salto, mas ficaram pelo caminho, Ademar de Barros, Paulo Maluf, Mário Covas, Orestes Quércia, José Serra e Geraldo Alckmin. Fernando Henrique Cardoso fez a travessia ao contrário, elegendo-se presidente duas vezes sem nunca ter sido governador.

Deslocamento estratégico

Numa linguagem combinada com João Doria (SP), Bruno Araújo insiste em definir o “novo PSDB” como “partido de centro”, ou seja, “longe dos extremismos da esquerda e da direita”. A retórica pode até colar, mas os fundadores do partido (FHC, Serra, Covas, Montoro, Richa e Egídio Ferreira Lima, dentre outros) jamais foram “centristas”. Todos eram de centro-esquerda.

Autorização prévia

Mesmo na contramão da reforma previdenciária, o deputado Danilo Cabral (PSB) teve um gesto ontem elogiável: levou uma representação do PSB ao ministro Luís Roberto Barroso (STF) para tentar convencê-lo da constitucionalidade de um projeto de lei de sua autoria que determina a necessidade de autorização do Congresso para a venda de empresas estatais.

Medo do Paulo Guedes                              

O PSB tem medo de que o ministro Paulo Guedes acabe colocando em prática aquilo com que sempre sonhou: a privatização da Petrobrás, Eletrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES e tudo o mais que for estatal. Guedes chegou ao governo como legítimo representante do liberalismo e não concebe o estado na condição de “empresário”. Quer vender tudo.

Um canteiro de obras

O fato de ter o pai, Fernando Bezerra (MDB), na liderança do governo no Senado, coloca o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (sem partido), numa posição diferenciada em relação aos outros prefeitos pernambucanos. Basta dizer que ele reservou o dia de ontem para visitar com o secretário de Infraestrutura, Fred Machado, cerca de 80 obras em andamento na cidade.

A presença materna

A ministra Ana Arraes (TCU) compareceu ontem à sede do MEC (DF) para assistir à posse do filho, Antônio Campos, na presidência da Fundação Joaquim Nabuco. O senador e responsável pela indicação, Fernando Bezerra Coelho, também esteve lá. O novo presidente não é um estranho no ninho. Seu pai, Maximiano Campos, pertenceu aos quadros da instituição.

O terceiro debate

Depois do Recife, SP foi a terceira capital a sediar o debate entre os 10 candidatos à lista tríplice para procurador-geral da República em substituição a Raquel Dodge. O debate ocorreu ontem na sede do MPF. O pernambucano José Robalinho Cavalcanti, ex-presidente da Associação dos Procuradores, voltou a ter a melhor performance dentre todos os debatedores.

A volta às origens

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) começa a concordar com Bruno Araújo, novo presidente nacional do seu partido. O Brasil não tem mais jeito, disse ele, dentro do sistema presidencialista. Bolsonaro era a última esperança, mas ela está ficando para trás. Aliás, empunhar a bandeira do parlamentarismo é retornar às origens do partido, que nasceu com este compromisso.

Prefeitos já brigam por prorrogação

Peregrinando mais uma vez por Brasília, prefeitos de diversos municípios brasileiros estenderam a pauta do Pacto Federativo para a prorrogação dos seus mandatos. Estiveram com o autor da PEC da unificação das eleições em 2022, Rogério Peninha (MDB-SC), que informou ter a matéria já prosperado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Os gestores voltam, hoje, para seus municípios animados, achando que podem ficar mais dois anos no cargo. Aprovada a PEC, as eleições do ano que vem seriam canceladas, prefeitos e vereadores só iriam à reeleição em 2022.

O pai da ideia alega que o Brasil está saturado de fazer eleições de dois em dois anos e que a economia por pleito seria da ordem de R$ 5 bilhões por parte da justiça eleitoral. A justificativa posta por Peninha pode até ser convincente, mas prorrogar mandato é um tremendo casuísmo, repudiado pela sociedade pensante do País.

Amiga até de Janja – Novata no Congresso, a deputada Marília Arraes já é tratada com muita distinção pela cúpula nacional do PT, que aposta no seu potencial para disputar a Prefeitura do Recife em 2020. Amadurecida, Marília construiu boas relações com a presidente da executiva nacional, Gleisi Hoffmann, e até com a namorada de Lula, Rosângela Silva, a quem trata na intimidade por Janja.

Empresa fantasma – Com a pulga atrás da orelha, desconfiada de que a empresa que organiza o São João é fantasma, a bancada de oposição na Câmara ao prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel (PSL), está acionando o MP para investigar supostas irregularidades, como o funcionamento da referida empresa numa casa fechada, com capital social menor que 10% do contrato.

SEM HILUX – Primeiro secretário da Assembleia, o deputado Clodoaldo Magalhães (PSB) nega que a mesa diretora da Casa tenha aberto licitação para compra de carros da marca Hilux para cada um dos nobres parlamentares. “Temos um contrato de locação firmado há dois anos e os automóveis não servem apenas aos deputados, mas ao corpo técnico da Casa também”, diz.

Desespero – Depois de apelar para a Anac, o deputado Sebastião Oliveira (PR) pediu para a Infraero assumir o aeroporto de Serra Talhada. O problema que o parlamentar não despertou ainda é que a Infraero está privatizando tudo e o aeroporto corre o risco de virar monstrengo.

Puxão de orelhas – Na passagem, ontem, por Pernambuco, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) evitou entrevistas para não cair em casca de banana. Falando no Lide Pernambuco, entretanto, deu um puxão de orelhas nos governadores cobrando envolvimento nas reformas.

IRA – O Palácio vai fazer de tudo para derrotar o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), e já admite até se compor com o ex-prefeito Júlio Lóssio (PSD), o mais forte da oposição, numa ampla aliança com apoio de Lucas Ramos e Patriota, principais líderes do PSB no município.

Perguntar não ofende: Elias Gomes será candidato a prefeito do Cabo ou de Jaboatão?