{"id":110154,"date":"2026-09-03T09:47:05","date_gmt":"2026-09-03T12:47:05","guid":{"rendered":"https:\/\/blogdomarcellopatriota.com.br\/blog\/?p=110154"},"modified":"2026-09-03T09:49:07","modified_gmt":"2026-09-03T12:49:07","slug":"historico-mostra-forca-de-quem-chega-a-setembro-liderando-disputa-pelo-governo-de-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdomarcellopatriota.com.br\/blog\/historico-mostra-forca-de-quem-chega-a-setembro-liderando-disputa-pelo-governo-de-pernambuco\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico mostra for\u00e7a de quem chega a setembro liderando disputa pelo Governo de Pernambuco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/scontent.fcpv16-1.fna.fbcdn.net\/v\/t39.30808-6\/791960437_28002858899410540_6201788771101177009_n.jpg?stp=dst-jpg_tt6&amp;cstp=mx768x512&amp;ctp=s768x512&amp;_nc_cat=101&amp;ccb=1-7&amp;_nc_sid=bd9a62&amp;_nc_eui2=AeFehPN2bZGMmt1vloBYzDzTFyoV8hanVjEXKhXyFqdWMXVs92J3JyHZwuiBWK0HH4niKyAVn2-jY79nvjodG_aX&amp;_nc_ohc=sIuzl9v80V0Q7kNvwHef_zt&amp;_nc_oc=AdqjmPsPQNBhK30K7OOeaTAi9kj9RSDlw14OgwaoKhskXUV1lz80ViutrNO-L0-F05WW7nCrtdAwF4iTNRClzAPI&amp;_nc_pt=1&amp;_nc_zt=23&amp;_nc_ht=scontent.fcpv16-1.fna&amp;_nc_gid=BA5mS3gj1W22d58xTDh-0w&amp;_nc_ss=7b2a8&amp;oh=00_AQKAQswaRijuuF2XVHWEmM5AO4J0gXlwMfzMSqiQ5QDyKQ&amp;oe=6A9F48F0\" alt=\"Nenhuma descri\u00e7\u00e3o de foto dispon\u00edvel.\" width=\"836\" height=\"557\" \/>Blog Edmar Lira<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria recente das elei\u00e7\u00f5es em Pernambuco revela um dado importante para quem acompanha a corrida pelo Pal\u00e1cio do Campo das Princesas: desde 1998, o candidato que chegou \u00e0 reta final de setembro na lideran\u00e7a das pesquisas terminou o primeiro turno na primeira coloca\u00e7\u00e3o. O levantamento das sete elei\u00e7\u00f5es estaduais realizadas entre 1998 e 2022 mostra ainda que, entre os governadores que disputaram a perman\u00eancia no cargo, chegar ao m\u00eas decisivo na frente foi, na maioria das vezes, um forte indicativo de reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1998, Miguel Arraes buscava a reelei\u00e7\u00e3o, mas chegou a setembro atr\u00e1s de Jarbas Vasconcelos. As pesquisas j\u00e1 apontavam uma vantagem expressiva do ent\u00e3o candidato do PMDB, que confirmou o favoritismo nas urnas. Jarbas foi eleito no primeiro turno com 64,14% dos votos v\u00e1lidos, enquanto Arraes terminou com 26,38%. Foi a \u00fanica elei\u00e7\u00e3o do per\u00edodo em que um governador eleito para o mandato anterior chegou a setembro atr\u00e1s nas pesquisas ao tentar a reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro anos depois, a situa\u00e7\u00e3o se inverteu. Em 2002, Jarbas Vasconcelos era o governador e buscava um novo mandato. Em setembro, aparecia com mais de 60% das inten\u00e7\u00f5es de voto e ampla vantagem sobre Humberto Costa. Nas urnas, confirmou o cen\u00e1rio e foi reeleito no primeiro turno com 60,41% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A elei\u00e7\u00e3o de 2006 apresentou a principal exce\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie. Mendon\u00e7a Filho, que havia assumido o governo ap\u00f3s a ren\u00fancia de Jarbas para disputar o Senado, liderava as pesquisas no final de setembro. Um levantamento do Ibope apontava Mendon\u00e7a com 35%, Eduardo Campos com 27% e Humberto Costa com 22%. O ent\u00e3o governador confirmou a primeira coloca\u00e7\u00e3o no primeiro turno, com 39,32%, contra 33,81% de Eduardo. No segundo turno, por\u00e9m, o cen\u00e1rio foi completamente revertido: Eduardo Campos venceu com 65,36% dos votos v\u00e1lidos, contra 34,64% de Mendon\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010, Eduardo Campos protagonizou o cen\u00e1rio mais confort\u00e1vel para um governador candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. J\u00e1 no in\u00edcio de setembro, pesquisas chegaram a apont\u00e1-lo acima dos 70% das inten\u00e7\u00f5es de voto contra Jarbas Vasconcelos. A vantagem cresceu nas urnas: Eduardo foi reeleito no primeiro turno com expressivos 82,83% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A disputa de 2014 demonstrou, por sua vez, como o cen\u00e1rio eleitoral pode mudar antes da chegada da reta final. Armando Monteiro come\u00e7ou a campanha com larga vantagem e chegou a registrar 47%, contra apenas 13% de Paulo C\u00e2mara. Ap\u00f3s a morte de Eduardo Campos, em agosto, a elei\u00e7\u00e3o mudou completamente. Paulo empatou com Armando no in\u00edcio de setembro, assumiu a lideran\u00e7a durante o m\u00eas e chegou aos \u00faltimos dias da campanha na frente. Nas urnas, venceu com 68,08% dos votos v\u00e1lidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, Paulo C\u00e2mara buscava a reelei\u00e7\u00e3o em uma disputa novamente contra Armando Monteiro. O governador chegou a setembro liderando, mas sem a vantagem esmagadora observada com Jarbas em 2002 ou Eduardo em 2010. No final daquele m\u00eas, o Datafolha apontava Paulo com 38% e Armando com 30%. O governador cresceu na reta final e conseguiu resolver a elei\u00e7\u00e3o j\u00e1 no primeiro turno, alcan\u00e7ando 50,70% dos votos v\u00e1lidos.<span id=\"more-227930\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em 2022, sem candidato \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o, Mar\u00edlia Arraes liderou praticamente toda a campanha. Na \u00faltima semana de setembro, o Ipec apontava Mar\u00edlia com 34%, seguida por Raquel Lyra, com 15%, Miguel Coelho e Danilo Cabral, ambos com 13%, e Anderson Ferreira, com 11%. Mar\u00edlia confirmou a lideran\u00e7a no primeiro turno, com 23,97%, contra 20,58% de Raquel. No segundo turno, entretanto, ocorreu a segunda grande virada da s\u00e9rie hist\u00f3rica: Raquel Lyra venceu por 58,70% a 41,30%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O retrospecto mostra que, entre 1998 e 2022, a lideran\u00e7a no final de setembro foi confirmada no primeiro turno em todas as sete elei\u00e7\u00f5es. Entre os governadores em exerc\u00edcio que disputaram o cargo, Miguel Arraes chegou atr\u00e1s e perdeu em 1998; Jarbas Vasconcelos liderou e venceu em 2002; Mendon\u00e7a Filho liderou e venceu o primeiro turno em 2006, mas perdeu no segundo; Eduardo Campos liderou e foi reeleito em 2010; e Paulo C\u00e2mara chegou a setembro na frente e garantiu a reelei\u00e7\u00e3o em 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros hist\u00f3ricos refor\u00e7am, portanto, a import\u00e2ncia de setembro para a disputa estadual pernambucana. Se agosto costuma marcar a consolida\u00e7\u00e3o das candidaturas, o m\u00eas seguinte tem funcionado, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, como uma fotografia muito mais pr\u00f3xima da realidade das urnas. Desde 1998, ningu\u00e9m que chegou ao final de setembro atr\u00e1s conseguiu ultrapassar o l\u00edder antes da abertura das urnas do primeiro turno. As \u00fanicas grandes reviravoltas, em 2006 e 2022, aconteceram depois, no segundo turno.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Blog Edmar Lira A hist&oacute;ria recente das elei&ccedil;&otilde;es em Pernambuco revela um dado importante para quem acompanha a corrida pelo Pal&aacute;cio do Campo das Princesas: desde 1998, o candidato que chegou &agrave; reta final de setembro na lideran&ccedil;a das pesquisas terminou o primeiro turno na primeira coloca&ccedil;&atilde;o. 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