{"id":34735,"date":"2020-12-29T11:38:14","date_gmt":"2020-12-29T14:38:14","guid":{"rendered":"http:\/\/blogdomarcellopatriota.com.br\/blog\/?p=34735"},"modified":"2020-12-29T11:43:00","modified_gmt":"2020-12-29T14:43:00","slug":"itapetim-comemora-67-anos-de-emancipacao-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogdomarcellopatriota.com.br\/blog\/itapetim-comemora-67-anos-de-emancipacao-politica\/","title":{"rendered":"Itapetim comemora 67 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/reporterdosertao.com\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/109494414_981067409000371_2389764138968517134_o-696x243.jpg\" width=\"682\" height=\"238\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/nilljunior.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/thumbnail_IMG-20201229-WA0008.jpg?resize=400%2C267&amp;ssl=1\" width=\"321\" height=\"214\" \/>Itapetim est\u00e1 completando nesta ter\u00e7a-feira (29) 67 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A cidade localizada no alto Sert\u00e3o do Paje\u00fa \u00e9 conhecida como Ventre imortal da poesia por ser a terra-m\u00e3e dos grandes poetas repentistas, dentre eles os Irm\u00e3os Batista (Dimas, Otac\u00edlio e Louro), Rogaciano Leite, Z\u00e9 Adalberto, Leonardo Basti\u00e3o, Lenelson Pianc\u00f3 e muitos outros. Hoje \u00e9 feriado municipal.\u00a0<em><strong>Conhe\u00e7a um pouco da hist\u00f3ria do munic\u00edpio:<\/strong><\/em><\/p>\n<h2 class=\"post-title lg\"><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h2>\n<p>Nos prim\u00f3rdios do s\u00e9culo XVIII, a regi\u00e3o foi habitada por uma tribo ind\u00edgena denominada Babicos.<\/p>\n<p>Ancestralmente, Itapetim recebeu o nome de Umburanas devido \u00e0 imensa quantidade de \u00e1rvores nativas com essa nomea\u00e7\u00e3o (Bursera leptophleus).<\/p>\n<p>Discorrer sobre a origem hist\u00f3rica desse centro urban\u00edstico \u00e9 rememorar seus fundadores: tropeiros, almocreves, que transportavam bens tang\u00edveis, principalmente g\u00eaneros aliment\u00edcios, vindos da localidade de Lagoa de Baixo, atual Sert\u00e2nia e Flores, em Pernambuco, para Princesa Isabel e S\u00e3o Jos\u00e9 de Espinharas, na Para\u00edba.<\/p>\n<p>Homens tangedores de az\u00eamolas, em comboio, conduziam suas tropas fazendo tal percurso, numa viagem expandida, que levava de seis a oito dias ao destino almejado. No transcorrer, realizavam paradas em pontos diversos para seus descansos \u2013 e das alim\u00e1rias. As umburanas, frondosas e de generosa sombra, serviam como lenitivos aos tais recoveiros e estavam sempre \u00e0 ribeira do Paje\u00fa. Ao lado esquerdo do rio, no S\u00edtio Rio Limpo (hoje propriedade dos familiares do saudoso Jo\u00e3o Amaro Cordeiro), ficavam tais \u00e1rvores de madeira nobre. Os dias foram sucedendo e os mercadores aumentavam em quantidade, tornando-se rotina acamparem por ali para o sistema de trocas de mercadoria.<br \/>\nEm virtude do aumento do tr\u00e2nsito e dos cont\u00ednuos encontros em tal paragem, surgiu um com\u00e9rcio mais pujante: tecidos, lou\u00e7as,joias, cal\u00e7ados, dentre outros artigos v\u00e1rios, fincaram p\u00e9 \u2013 e assim nasceu a feira das Umburanas, por volta de 1878.<\/p>\n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo, deu-se a povoa\u00e7\u00e3o com a chegada de dois portugueses: Pedro Mendes de Barros e In\u00e1cio Cunha, que se interessaram por estas plagas, fixando-se para desenvolver culturas de milho, feij\u00e3o, mandioca, batata-doce, bem como cria\u00e7\u00e3o de rebanho bovino, caprino e aves dom\u00e9sticas adaptadas \u00e0s nossas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, Am\u00e2ncio Pereira, um dos primeiros moradores do lugarejo, vendo o crescimento da popula\u00e7\u00e3o umburanense e sendo um homem pr\u00e1tico, de ideias progressistas, teve a iniciativa de construir uma casa comercial (a primeira, de alvenaria, erigida ao lado do Rio Paje\u00fa, ainda existe).<\/p>\n<p>Am\u00e2ncio Pereira Jos\u00e9, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio e Virgulino Soares, considerados os fundadores na nascente vila, constru\u00edram as primeiras habita\u00e7\u00f5es e, l\u00e1, moraram seus familiares. Religioso ao extremo, incitou \u00e0s pessoas j\u00e1 climatizadas na terra a conceber uma capelinha, que ficava defronte \u00e0 casa de Am\u00e2ncio, onde hoje est\u00e1 o \u201cDance Music Casar\u00e3o\u201d. Esse pequeno templo permaneceu funcionando at\u00e9 o ano de 1914, quando o padre Jos\u00e9 Guerel, da Par\u00f3quia de S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, arquitetou a Igreja Matriz de S\u00e3o Pedro das Lages, conclu\u00edda muito depois pelo c\u00f4nego Jo\u00e3o Leite Gon\u00e7alves, o primeiro vig\u00e1rio.<\/p>\n<p>Padre Jo\u00e3o fixou-se aqui em 1928, tornando-se um dos grandes vultos da hist\u00f3ria da cidade. Foi um veemente chefe pol\u00edtico, sempre ligado as for\u00e7as pol\u00edticas da direita e grande batalhador pela emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 figura do padre Guerel. Conta-se que, por problemas sociais envolvendo seu pa\u00eds de origem, a Fran\u00e7a e, tamb\u00e9m, for\u00e7ado pela Primeira Guerra Mundial, ele imigrou para o Brasil. Aqui chegando, abancou-se na cidade de S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito. Trazia consigo dois objetivos b\u00e1sicos: sair ileso de sua na\u00e7\u00e3o e edificar uma igreja em louvor a S\u00e3o Pedro,assim como explorar e cultivar a agricultura local. Fazia celebra\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas de missas nos arredores. E encontrou o terreno ideal ao seu sonho: Umburanas. O religioso citado morreu de forma tr\u00e1gica a 9 de dezembro de 1915, quando uma barreira de a\u00e7ude que estruturava despencou sobre seu corpo enquanto ele cochilava, sob tal barranco, num p\u00f3s-almo\u00e7o.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao padre Jo\u00e3o Leite Gon\u00e7alves,figura ultra carism\u00e1tica, ele nasceu no dia 7 de julho de 1903 no Paje\u00fa. Filho de Cl\u00e1udio Leite de Andrade e Josefa Gon\u00e7alves de Andrade. Ao cursar o prim\u00e1rio, descobriu sua voca\u00e7\u00e3o para o sacerd\u00f3cio, demonstrando aos seus familiares o desejo de estudar Teologia. Entrou para o Semin\u00e1rio de Pesqueira, concluindo o gin\u00e1sio e o cl\u00e1ssico. Em seguida, ingressou no no Semin\u00e1rio de Olinda, onde finalmente cursou filosofia e teologia \u2013 fato que culminou com sua ordena\u00e7\u00e3o plesbiterial realizado por dom Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Oliveira Lopes, no dia 2 de abril de 1927. J\u00e1 como padre, iniciou seus trabalhos religiosos na cidade de Bu\u00edque, em Pernambuco e, em seguida, em Pedra de Bu\u00edque. Mediante as labutas exemplares,foi convocado pelo Bispo da Diocese de Pesqueira para ser seu secret\u00e1rio. Finalmente, realiza sua paix\u00e3o de servir a seu povo na terra natal. Nomeado vig\u00e1rio da Par\u00f3quia de S\u00e3o Pedro das Umburanas no dia 4 de janeiro de 1928, assumiu-a,em definitivo,no dia 9 do mesmo m\u00eas.<\/p>\n<p>Ele preencheu uma grande pauta de atividades prestadas ao povo da cidade. Mais que religioso, foi um pol\u00edtico. Doou 42 anos de vida a Itapetim, falecendo a 1 de dezembro de 1969.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0s priscas eras itapetinenses. A celebra\u00e7\u00e3o da primeira missa aqui foi conduzida pelo padre Manoel Gomes,da par\u00f3quia de S\u00e3o Jos\u00e9 da Ingazeira, hoje S\u00e3o Jos\u00e9 do egito, juntamente com frei Ibiapina, da Ordem dos Franciscanos. Eles foram hospedados na casa de tr\u00eas vitalinas, que exibiram aos religiosos uma imagem de S\u00e3o Pedro encontrada numa gruta de pedra alteada pelos portugueses pioneiros. Em homenagem, Ibiapina batizou a Capela de S\u00e3o Pedro, que, mais tarde, seria o padroeiro da urbe.<br \/>\nDenomina\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>O primeiro nome de Itapetim foi Umburanas, pelo fator j\u00e1 descrito. Quarenta e tr\u00eas anos depois do in\u00edcio do povoamento, chamou-se S\u00e3o pedro das Lages, pelo Decreto 92 de 31 de mar\u00e7o de 1928. Passada uma d\u00e9cada, pela Lei 235 de 9 de dezembro de 1938, j\u00e1 na categoria de Vila, nomear-se-ia Itapetininga, permanecendo apenas a par\u00f3quia com o nome primevo. Em 31 de dezembro de 1943, pelo Decreto-Lei 952, foi novamente alterado o nome devido a uma cidade hom\u00f4nima do interior de S\u00e3o Paulo. A partir desta data, o munic\u00edpio passou definitivamente ao nome atual, pela Lei 1 818 de 29 de dezembro de 1953, Itapetim torna-se munic\u00edpio, ficando desmembrado de S\u00e3o Jos\u00e9. Na \u00e9poca,o governador de Pernambuco era o Dr. Etelvino Lins de Albuquerque e o projeto foi apresentado \u00e0 Assembleia Legislativa pelo ent\u00e3o deputado Manoel Santa Cruz Valadares e impulsionado pelo seu companheiro Walfredo Paulino de Siqueira, ambos de S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito. Vale salientar que Valadares foi o primeiro juiz da Comarca de Itapetim.<\/p>\n<p>Em 1\u00ba de junho de 1954, em sess\u00e3o presidida pelo padre Jo\u00e3o leite no Grupo Escolar Dom Jos\u00e9 Lopes, onde funcionou provisoriamente a Prefeitura Municipal, foi inaugurada a instala\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio com a posse do primeiro prefeito nomeado, Francisco Jos\u00e9 de Maria (\u201cChico Santos\u201d). Ele teve um mandato de dezoito meses.\u00a0<strong>(Fonte: itapetim.pe.gov.br)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Itapetim est&aacute; completando nesta ter&ccedil;a-feira (29) 67 anos de emancipa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. 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