A região do Pajeú será contemplada com 456 cisternas por meio de um programa da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), destinado a municípios pernambucanos que possuem reconhecimento vigente de situação de emergência em razão da estiagem. Ao todo, 57 cidades do estado receberão 4.611 cisternas.
No Pajeú, serão beneficiados os municípios de Serra Talhada (150 cisternas), Itapetim (99), Flores (72), Solidão (65), Tabira (40), Ingazeira (10), Iguaracy (10) e Santa Terezinha (10), totalizando 456 cisternas. Além deles, Betânia (83) e Sertânia (70), no Sertão do Moxotó, também foram contempladas, assim como Floresta (150), no Sertão de Itaparica.
A relação dos municípios beneficiados foi divulgada pelo deputado federal sertanejo Carlos Veras (PT), que destacou a importância da iniciativa para garantir o acesso à água às famílias afetadas pela seca. Segundo o parlamentar, todas as cidades contempladas possuem reconhecimento vigente de situação de emergência por estiagem.
Dados da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) revelam essa desigualdade: 1,3% dos latifúndios, com mais de mil hectares, ocupam 38% das terras agricultáveis, enquanto 1,5 milhão de famílias agricultoras dividem apenas 4,2% – um retrato da profunda concentração fundiária no país.
Em uma região onde a água é distribuída de forma irregular e concentrada em poucas propriedades, elas colocam a mão na massa para transformar a realidade. Não se trata de “combater a seca”, mas de aprender a conviver com o semiárido, garantindo autonomia e dignidade.
Para enfrentar esse cenário, tecnologias de captação e armazenamento de água, como as cisternas, são fundamentais. Mais do que garantir acesso à água, elas representam um passo para a independência, a segurança alimentar e a organização comunitária. blog Juliana Lima


