A juíza Ana tabirense Drª Marques Veras foi Homenageada Frei Caneca, pelo TRE-PE
A presidente da AMEPE- Associação dos Magistrados de Pernambuco, Ana Veras, foi agraciada, nessa quarta-feira (4), com a Medalha do Mérito Eleitoral Frei Caneca, mais alta honraria concedida pelo TRE-PE. Outros magistrados e magistradas do TJPE também foram homenageados durante a solenidade, realizada na Esmape Associação dos Magistrados de Pernambuco A magistrada já atuou em comarcas do Pajeú, como Tuparetama, SJEgito, Sertania, Afogados da Ingazeira, Drª Ana Veras é casada Augusto Assunção e tem 2 filhas e um filho.
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) irá entregar a Medalha do Mérito Eleitoral Frei Caneca, a mais alta condecoração concedida pela instituição. Frei Caneca, um republicano.
A homenagem reconhece pessoas e instituições que contribuem para o aperfeiçoamento da Justiça Eleitoral, o fortalecimento das instituições democráticas e o desenvolvimento de ações de interesse público relacionadas ao processo eleitoral.
Neste ano, 68 pessoas físicas e jurídicas foram homenageadas. A medalha é concedida em quatro categorias: Grau Ouro, para desembargadores(as) e autoridades que prestaram relevantes serviços à Justiça Eleitoral; Grau Prata, para juízes(as); Grau Bronze, para servidores(as) da Justiça Eleitoral; e Classe Comendador, destinada a pessoas que não integram a área jurídica.
Conhecido por Frei Caneca porque, na infância modesta, vendia canecas nas ruelas pobres de Recife, no período do Brasil Colônia, Joaquim do Amor Divino Rabelo ordenou-se em 1799, no Convento do Carmo, e foi professor de geometria, retórica, poesia, filosofia e moral.
Republicano convicto, Frei Caneca participou da Revolução Pernambucana, em 1817, e foi preso na Bahia, onde ensinava suas ciências a seus companheiros de prisão. Ao ser libertado, em 1821, um ano antes da independência do Brasil, recomeçou a lutar pela Independência Republicana. Fundou um jornal, o Typhis Pernambucano, no qual publicava artigos em que recriminava a dissolução da Constituinte por D. Pedro I, em 1823, e a outorga da Constituição de 1824. Chefiou o movimento que proclamou a Confederação do Equador. Um dos primeiros atos do governo da nova república foi o de proibir o tráfico de escravos no porto do Recife.
Preso, Frei Caneca foi condenado à forca. Diante da recusa dos carrascos de cumprirem a sentença, Joaquim do Amor Divino Rabelo foi arcabuzado – morto a tiros de arcabuz, antiga arma de fogo portátil – no Forte das Cinco Pontas, no Recife.
O nome de Frei Caneca está inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.
