Apesar do que sofremos, desinformação sobre covid volta às redes

Não há respeito às vidas perdidas meses mesmo depois de tudo que vivemos.  Não caia em fake news: vacinas salvam vidas 

A audiência no Senado americano em que Anthony Fauci, ex-consultor em saúde da presidência dos Estados Unidos, se negou a responder perguntas de congressistas republicanos sobre sua atuação na pandemia gerou uma série de desinformações sobre as origens do vírus da covid-19 e o uso de ivermectina e hidroxicloroquina.

A audiência serviu para que publicações desinformativas voltassem a questionar a eficácia das vacinas e a defender tratamentos já comprovadamente ineficazes, mas profundamente politizados, como o uso de hidroxicloroquina e ivermectina.

Durante a audiência, o senador Ron Johnson acusou Fauci de ignorar estudos que supostamente comprovam a eficácia da ivermectina e da cloroquina no tratamento contra a doença. No entanto, órgãos nacionais e internacionais já se posicionaram contra o uso desses medicamentos no combate ao vírus, uma vez que não há estudos conclusivos que comprovem sua eficácia.

Estudos não recomendam a ivermectina para o tratamento da covid-19. “Já a cloroquina, não só não funciona, como o uso dela é muito arriscado para quem tem covid-19. As doses mais elevadas levaram à mortalidade das pessoas”, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Ricardo Sobhie Diaz.

Nos EUA,  a FDA informa que o medicamento é aprovado apenas para casos de vermes parasitários e uso tópico para piolho e alguns problemas de pele.

Durante a pandemia, o Projeto Comprova também evidenciou que a vacinação, o uso de máscaras e as medidas de distanciamento social são eficazes no combate ao vírus.

Não é verdade que a Organização Mundial da Saúde tenha se desculpado por não indicar o uso do medicamento hidroxicloroquina para covid-19. Não há nenhuma manifestação da organização ou do diretor-geral, Tedros Adhanom, neste sentido.

As vacinas contra a COVID-19 são seguras, eficazes e passaram por rigorosos testes científicos antes de serem aprovadas. Fake News sobre o tema voltaram a circular por meio de negacionistas, exploradores da ignorância alheias em busca de votos e idiotas.