Coluna do Domingão: pesquisa gera ambiente psicológico favorável a Raquel; João aposta em guia, Lula e Eduardismo

A Coluna perguntou ao diretor do Instituto Múltipla, Ronald Falabella, qual sua visão sobre a pesquisa Datafolha, divulgada na noite da última sexta-feira.

Ronald confirma a percepção de que o efeito psicológico da pesquisa favoreceu Raquel Lyra e seus aliados.

Isso porque mesmo a manutenção média da vantagem – eram 6%, hoje 7% – mantém a impressão de quadro inalterado e, pela primeira vez, com sua liderança além da margem de erro.

“Sob o aspecto psicológico, a pesquisa é muito positiva pra governadora. É a primeira pesquisa após a virada onde ela lidera fora da margem de erro”.

Ele diz que outro dado positivo é que ela tem aprovação de 66%, com ótimo e bom de 50%. “Isso cria uma espécie de escudo em relação aos questionamentos da oposição.

Claro, Ronald destaca que isso não tira o equilíbrio da disputa e que João está confiando em fatos como a vinda de Lula e o início do guia no rádio e na TV. “Vai apostar numa total vinculação com o Lulismo, numa vinda do presidente a Pernambuco, no guia eleitoral pra fazer uma defesa da gestão dele no Recife e no Eduardismo, já que pra muitos pernambucanos , Eduardo foi o maior governador da história de Pernambuco”.

Para Falabella, se isso será capaz de transpor o escudo que Raquel criou com avaliação de governo, com o discurso de “pernambuquismo”, até explorando a relação com Lula, só o curso da campanha vai dizer. “Há de se considerar também o imponderável da política, um fato novo, por exemplo”.

“Hoje, de fato essa pesquisa gera um ambiente de favoritismo, algo normal para o número. Acredito entretanto que o processo continuará com esse equilíbrio até o final. Na indica que ela vai alargar essa diferença”.

Ronald teve o cuidado de fazer a conta de quantos votos essa diferença representa hoje: cerca de 400 mil votos.

Onde estão os debates de Pernambuco?

No Estado,  há muita expectativa para os debates com candidatos ao governo do Estado. A Band Tribuna não foi inclusa na primeira rodada de embates. A expectativa é de que haja pelo menos dois debates televisivos e quatro em rádios,  dois no Recife e dois em Caruaru.

O opositor Gleibson Martins foi dizer na Rádio Pajeú que a candidatura de Anchieta Patriota foi criada “pra encher linguiça”. A fala gerou uma reação de aliados do candidato socialista Federal,  que já pediu direito de resposta para esta segunda,  no mesmo horário.

Fogo cruzado 

Pegou fogo o debate entre os coordenadores das campanhas de Raquel Lyra,  Fredson Britto,  e João Campos,  Adelmo Moura,  no programa Pajeú nas Eleições, com Juliana Lima. Sobrou até pra Eduardo Campos. Adelmo fez a defesa do falecido governador e seu investimento na saúde. Fredson entretanto,  disse que ele não fez reformas no nível de Raquel na Restauração,  Otávio de Freitas e outras unidades. Rolou até cantada de aposta:

“Bem vindos ao clube”

Nos grupos de Afogados,  bolsonaristas comemoraram o anúncio dos vereadores governistas. Como o Corujão do Pepeu antecipou e o blog confirmou, estarão com Mendonça Vicentinho,  Gal Mariano, Mário Martins,  Cícero Miguel,  Cancão, Douglas Eletricista e Simone da Feira. Mendonça promete ser o calo pernambucano de Lula no Senado,  caso o presidente seja reeleito. Em uma rede social,  o candidato a Deputado Wellington Júnior,  da direita,  ironizou: “viraram fascistas?”

Burburinho

Nas redes sociais,  aliados de Zé Negão lamentaram sua ausência no adesivaço de Danilo Simões,  candidato a Federal,  ontem. Segundo aliados de Danilo, Edson Henrique participou normalmente da atividade. Também que a agenda foi planejada poucas horas antes da atividade. Há uma divisão nos Estaduais dos dois: Zé e Edson com Marconi e Danilo com Romero Sales Filho.

Os folclóricos 

Nomes curiosos de candidatos esse ano: Já Morreu (PSB), Caio Marx (PSTU), Taxista Samurai (PDT), Flávio Caça Rato (MDB), Galo Cego (PSD), Bhio de Dois Leões (REDE), Irmão Bob do Taxi (PSB) e Carneirinho Defensor dos Motor (DC).

O debate de Arcoverde 

Arcoverde também é uma das cidades divididas entre votar em nomes alinhados com o prefeito Zeca Cavalcanti, que apoia Gustavo e Marcelo Gouveia, e a garantia de elegibilidade, contra os nomes da terra, Luciano Pacheco,  Israel Guerra,  João do Skate, Olavo Bandeira e Já Morreu. Os da terra chamam os nomes governistas de “forasteiros”. Em troca,  Célia Galindo,  aliada de Zeca, diz que “da terra só minhoca”.

Frase da semana:

“Eu aposto R$ 10 mil como tem gente agora nos corredores da Restauração”.

De Adelmo Moura, do PSB, desafiando Fredson Britto (Republicanos) na Rádio Pajeú. “Qual foi a reforma de hospital que ele (Eduardo) fez?” – cutucou Fredson.