
Por Franklin Portugal*
Como uma doença terminal, que foi se espalhando rodada a rodada, assim ocorreu com o tricolor. Mas, ao mesmo tempo, foi dando chances ao paciente de proceder com tratamento. Sim, houve possibilidades de escapar. O que não houve foi forças para isto. E o Santa Cruz, infelizmente, voltou para Série D do Campeonato Brasileiro, pela quarta vez. Chegou a uma situação em que não dependia só de si, e até se dependesse, pelo que vimos, não conseguiria. Outro time, aliás, de tradição no Brasil a ir para Série D foi o Paraná Clube. Essa é uma vergonha para a história, que merece respeito, do Santa. Vergonha de uma gestão atropelada, que não soube manter um critério de contratações de nível e, assim, mesmo com toda boa vontade do técnico Roberto Fernandes, não se desviou do destino da queda. O treinador falou em entrevistas: “… isso é muito pouco…”, em relação ao que o time rendia em campo. Agora é a vez do luto, do recomeço, de um planejamento para esse time voltar as mais altas divisões. Tudo pra já, pensando em 2022.
E já que estamos falando em queda, o Sport é o candidato da vez. Isso porque após a chegada do técnico paraguaio, Gustavo Florentín, não houve melhora e o rubro-negro está na vice-lanterna da Série A com 17 pontos, a 6 de sair da zona de rebaixamento. Não vou nem considerar o último resultado, derrota por 3 x 0 para o Atlético-MG, em Minas. O Galo está bem demais, é o líder e joga com folga. Mas critico a campanha geral do Leão. Um exemplo é o meia Thiago Neves, que rescindiu contrato e não faz mais parte do elenco. Em 46 jogos, marcou só 8 gols. São números muito pobres pelo lado do Sport. Esse só um exemplo, como eu disse. No domingo (26) tem Sport x Fortaleza, na Ilha do Retiro, às 18h15. Vencer é essencial para não ficar muito distante de sair da zona que proporciona a queda.
Vou continuar falando de queda, mas não é de rebaixamento. Queda é o que o Náutico está experimentando depois de ficar invicto na Série B por 14 rodadas e estar bonito no G4. Agora, não, agora é movimento de descida. Como um time se transforma tanto? O rendimento caiu e o Timbu é o oitavo com 35 pontos. Para voltar ao G4, à diferença é de 6 pontos. De uma equipe firme marchando rumo à Série A, a um time vacilante, perdendo pontos preciosos em casa. Para remover essa imagem hoje (21), tem Náutico x Londrina, nos Aflitos, às 21h30.
Pela Série D, infelizmente Pernambuco encerrou a participação esse ano. O Retrô foi eliminado no jogo da volta contra o ABC no Rio Grande do Norte, no placar de 3 x 2 para os alvinegros. O jogo de ida foi 1 x 1. O Retrô não se portou de forma vergonhosa. Está de parabéns nessa primeira Série D da história. Tem meta. Tem ambição. Tem visão moderna e de rendimento. Tem tudo pra crescer ainda.
Pela Série A2 do Pernambucano, 14 equipes brigam por duas vagas para a A1 de 2022, a elite do Estadual. No nosso interior, times como Centro Limoeirense, de Limoeiro, Ypiranga, de Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru City ainda não perderam.
*Franklin Portugal é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo em Caruaru – e colabora semanalmente com crônicas esportivas para o Blog PE Notícias.